Polícia

Mulher encontrada morta na guarita do Hospital Modelo é identificada

Ela residia no bairro Água Branca, em Araçatuba, e não retornou para casa após sair na sexta-feira

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
14/09/23 às 09h39
Corpo foi encontrado na guarita no terreno do antigo Hospital Modelo, em Araçatuba (Foto: Lázaro Jr.)

A Polícia Civil de Araçatuba (SP) identificou o corpo encontrado na madrugada da última terça-feira (12) na guarita existente no terreno do antigo Hospital Modelo. Segundo o que foi apurado pela reportagem, a vítima é Jaqueline de Lima Alexandre, 36 anos .

Ainda de acordo com o que foi apurado, ela residia no bairro Água Branca e convivia com um homem que trabalha como cuidador de carros nas imediações de um restaurante na avenida Odorindo Perenha.

Segundo o que foi apurado, ele disse à polícia que a mulher havia saído de casa na sexta e não voltou. Após tomar conhecimento da localização do corpo de uma mulher na terça-feira, o homem foi ao plantão policial já no período da noite.

Ele foi ao IML (Instituto Médico Legal) e fez o reconhecimento, que foi confirmado por exame papiloscópico, que é análise das digitais. Esse exame é feito no IIRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt), em São Paulo.

Ainda de acordo com o que foi apurado pela reportagem, a vítima nasceu em José Bonifácio e não possui familiares em Araçatuba. Com a identificação, o corpo foi liberado para velório e enterro.

Investigação

O corpo de Jaqueline foi encontrado no início da madrugada de terça-feira (12), dentro da guarita do terreno, que fica próximo do terminal rodoviário de Araçatuba. O local aparentemente é utilizado por pessoas em situação de rua, devido à quantidade de sujeira encontrada.

O corpo da vítima estava sem roupa dos seios para baixo, já em estado de putrefação, e havia sinais de sangue no chão, indicando que ele teria sido arrastado para a guarita. Nas imediações foi encontrado um pedaço de madeira com sangue e cabelo, provavelmente da vítima. 

Durante a perícia, equipe do Instituto de Criminalística identificou um líquido branco na vagina de Jaqueline, material que foi coletado para análise. 

Um inquérito foi instaurado pela DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais), que segue fazendo investigações nas imediações do local do crime e aguarda a emissão dos laudos da perícia e do exame necroscópico.

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