Polícia

Mulher trans recebe ameaças após anunciar programa sexual em site

Se hospedou em hotel em Araçatuba e passou a receber mensagens, dando a entender que teria que pagar para fazer programas na cidade; em abril, outra mulher trans foi agredida por suposto agenciador de profissionais que exploram um ponto de prostituição no bairro Nova Iorque

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
27/07/21 às 13h00

Uma mulher trans que oferece programas sexuais procurou a polícia na noite de segunda-feira (26), em Araçatuba (SP), para denunciar que passou a receber ameaças após anunciar que estava na cidade.

Apesar de não explorar nenhum ponto de prostituição, ela passou a receber mensagens no celular de um casal que deu a entender que ela teria que pagar para oferecer esse tipo de serviço em Araçatuba.

A vítima, que tem 29 anos, disse à polícia que faz programas por meio de sites na internet, aos quais já paga pelos anúncios. Ela mora em um Estado no norte do Brasil, mas percorre várias cidades do País a trabalho.

Hotel

Após sair de São José do Rio Preto, a vítima chegou em Araçatuba por volta das 11h de segunda-feira, se hospedou em um hotel da cidade e como de costume, anunciou seus programas nos sites para o qual trabalha.

Após publicar o anúncio, ela passou a receber ameaças de pessoas desconhecidas que tiveram o acesso ao número do celular dela por meio do site. “Primeiro uma pessoa ligou se passando por cliente”, contou ao Hojemais Araçatuba .

No boletim de ocorrência, ela relatou que a pessoa que fez contato informou que as casas de prostituição da cidade seriam todas legalizadas e que era para pegar as coisas dela e ir embora.

Ainda de acordo com a vítima, essa pessoa perguntou se era ela iria “pagar para ver”, dando a entender que se ficasse em Araçatuba, poderia sofrer algum ataque ou ter que pagar para essas pessoas para fazer programas, o que configuraria "rufianismo" .

Esse crime está previsto no artigo 230 do Código Penal: “Tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerça”. A pena prevista é de 1 a 4 anos de prisão e multa.

Mais ameaças

Segundo a mulher trans, quando ela estava na delegacia registrando o boletim de ocorrência, uma mulher telefonou para o celular dela e se identificou. Durante a ligação, a vítima ligou a câmera do celular e mostrou que estava na delegacia comunicando as ameaças à polícia.

Apesar disso, essa mulher teria proferido xingamentos e dito que ela teria vindo para Araçatuba para roubar. Ela denunciou essa mulher e o homem que havia feito contato anteriormente pelos crimes de ameaça, injúria e calúnia.

Prostituição

A Polícia Civil de Araçatuba já recebeu denúncia sobre uma suposta rede de prostituição que teria na cidade, denunciada por outra mulher trans que registrou boletim de ocorrência relatando que foi agredida.

O crime teria ocorrido na noite de 13 de abril, em um ponto de prostituição no bairro Nova Iorque. Na ocasião, a vítima contou à polícia que estava parada na rua Jordano Gottardi, próximo ao cruzamento com a avenida Brasília, na companhia de outras colegas que fazem do local um ponto de encontro para programas sexuais.

Enquanto estava no local, ela foi surpreendida por um suposto agenciador de garotas de programa, que sem mencionar nada teria passado a agredi-la, causando lesões em um dos braços.

Segundo a denúncia feita à polícia, o agressor teria alegado que a vítima estaria atrapalhando as outras trans que seriam gerenciadas por ele.

LEIA TAMBÉM
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM POLÍCIA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Jornalismo Digital LTDA
48.486.487/0001-90
Editor responsável:
Lazaro Silva Júnior MTB 48158
lazaro.junior@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.