Três pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas e uma por posse irregular de munição na manhã desta quinta-feira (24), em Guararapes (SP), durante a Operação Luto. A ação foi deflagrada pela Polícia Civil para cumprir dez mandados de busca e apreensão em endereços que seriam ligados ao acusado de assaltar a filha de delegado Marcos Roberto Alves da Costa, 58 anos.
Segundo o que foi apurado pelo Hojemais Araçatuba , durante a investigação do assalto, ocorrido na manhã de terça-feira (22), dia em que era velado o corpo do delegado, a Polícia Civil descobriu que o acusado do crime estaria envolvido com o tráfico de drogas.
Além de representar pelo mandado de prisão temporária contra ele, com base em relatório do Setor de Investigações da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Araçatuba foi representado pelos mandados de busca e apreensão para dez endereços.
Eles foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Guararapes na noite de quarta-feira, quando foi dado cumprimento ao mandado de prisão temporária do acusado do assalto, que foi encaminhado à cadeia de Penápolis.
Operação
A Operação Luto foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, com a participação de 28 policiais da Deic, (DIG/DISE/DH/GOE/SECCOLD) e 12 policiais da Delegacia Seccional de Araçatuba (DP de Guararapes e Valparaíso).
Além dos 40 policiais civis, participaram da operação 40 policiais militares, totalizando 20 viaturas empenhadas.
Presos
Entre os presos estão dois jovens, um de 27 e outro de 24 anos, que estavam em uma residência na rua Vila Nova. Uma testemunha disse aos policiais civis que havia visto um usuário de drogas saindo do imóvel, onde os policiais surpreenderam uma mulher no corredor.
Como ela demonstrou nervosismo, foi chamada ao portão, identificada e confirmou que o marido dela, o acusado de 24 anos e que seria o responsável pelo ponto de venda de drogas, estaria em casa.
Os investigados foram encontrados em cômodos distintos, sendo que debaixo do travesseiro do de 27 anos havia uma trouxinha com cocaína. Segundo a polícia, ele alegou que havia comprado a droga do outro investigado para uso pessoal, por R$ 100,00. Na mochila dele havia quatro munições de revólver calibre 38 intactas.
Já sobre o guarda-roupas do outro investigado havia cinco pinos com cocaína, uma balança de precisão e R$ 100,00 em notas diversas, além de uma nota de 5.000 Guaranis, moeda estrangeira. Ele permaneceu em silêncio.
O delegado que presidiu o flagrante arbitrou fiança de R$ 2.000,00 com relação à posse irregular de munição, mas o dinheiro não foi apresentado.
