Polícia

Pai é acusado de atropelar a filha de 4 anos de Birigui

A menina teve um braço decepado; autor e não é habilitado, havia bebido e em princípio negou, mas depois confessou autoria

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
26/04/20 às 10h19

Um pedreiro de 29 anos, morador no bairro Margareth Vargas, em Birigui (SP), será investigado por ter atropelado a própria filha, uma menina de 4 anos, na noite de sábado (25).

O caso teria ocorrido em uma estrada na zona rural de Glicério e a criança teve um dos braços decepado.

A Polícia Militar foi informada do atropelamento pouco antes das 20h e encaminhou uma equipe à chamada estrada do Paredão, que fica no distrito de Juritis. A denúncia informava que a vítima teve um braço decepado.

Os policiais não encontraram ninguém no local onde teria ocorrido o atropelamento e foram para a Santa Casa de Birigui, onde estava o pedreiro, acompanhado da mãe da menina.

O casal disse à polícia que o atropelamento teria sido causado pelo condutor de um VW Gol antigo, não identificado, e os policiais pediram que o pai da vítima os acompanhasse até o local, na tentativa de encontrá-lo.

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Primo

Chegando ao local indicado, os policiais encontraram um carro com as mesmas características estacionado e havia um homem dormindo dentro do veículo. Ele foi acordado e identificado com sendo um primo do pai da menina.

A testemunha apresentava sinais de embriaguez e não soube sequer informar o próprio endereço, alegando que havia se mudado para o local havia pouco tempo.

Questionado, ele afirmou ter testemunhado o atropelamento e apontou o pai da menina como sendo a pessoa que dirigia o carro.

Confessou

O pedreiro inicialmente negou a acusação, mas segundo a polícia, em seguida confessou o crime. Ele foi submetido ao teste do bafômetro, que apontou 0,31 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. O limite para a prisão em flagrante por embriaguez ao volante é 0,33 miligrama.

Também foi constatado que o pedreiro não é habilitado para conduzir veículos e que o carro está com a documentação vencida, por isso, ele foi recolhido após realização de perícia pelo Instituto de Criminalística de Penápolis.

Liberados

O pai da vítima e o primo dele foram levados para o plantão policial de Penápolis, mas foram liberados sem prestar depoimento, pois estavam embriagados. Foi colhida a versão dos policiais militares que atenderam a ocorrência e o caso será encaminhado à Delegacia de Glicério, responsável pela instauração de inquérito.

A polícia confirmou que a menina teve o braço direito decepado. Devido à gravidade dos ferimentos, ela foi transferida para a Santa Casa de Araçatuba.

A assessoria de imprensa do hospital informou na manhã deste domingo (26) que ela permanecia internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Pediátrica. Por enquanto não há informações sobre o estado de saúde da paciente.

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