Uma mulher de 27 anos, moradora no bairro Pedro Marin Berbel, em Birigui (SP), acusa um motorista que presta serviço por meio de aplicativo de agressão. Ela contou à polícia que foi agredida com socos por ter batido a porta ao bater do veículo na tarde de terça-feira (27).
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher disse que solicitou o motorista particular pelo aplicativo, o qual a pegou na casa dela, na rua Antônio Batista da Silva, às 17h35, para deixá-la em uma farmácia na rua Bento da Cruz, no centro da cidade.
Chegando ao destino a passageira desembarcou e bateu a porta do carro, um GM Prisma. De acordo com ela, o motorista a questionou e por não ter ouvido bem o que ele havia dito, ela se aproximou, acreditando que estaria sendo questionada sobre o pagamento da viagem.
Agressões
Segundo a mulher, o motorista disse: "você tá louca?", "você quer quebrar meu carro?" e em seguida tirou o cinto de segurança. Ele teria descido do veículo e iniciado as agressões, com socos no rosto e na cabeça. Ainda de acordo com a mulher, ela foi segura pelo pescoço e jogada sobre algumas motos que haviam no local.
A passageira contou que tentou se defender segurando o rosto do motorista, causando arranhões. Ele teria voltado para o carro e deixado o local, enquanto populares acionaram a Polícia Militar.
Discussão
Quando os policiais apresentaram a vítima na delegacia, eles foram informados que o motorista, que tem 32 anos, já havia dado a versão dele dos fatos. Segundo o que foi relatado, ele esteve no plantão policial com a camiseta rasgada e tinha diversos arranhões na região do tórax, rosto, pescoço e orelhas.
O motorista confirmou que trabalha com atendimento por aplicativo e discutiu com uma passageira ao chegar no ponto de destino da viagem, devido à forma que ela bateu a porta do carro. Na versão dele, foi a mulher que passou a agredi-lo durante a discussão, tendo ele apenas se defendido na tentativa de parar as agressões.
Como estava sangrando, o motorista foi orientado a procurar atendimento médico, mesma orientação feita à mulher, que passaria por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal). O caso foi registrado como lesão corporal e um inquérito será instaurado.
