O pedreiro Lucas Leite de Oliveira, 32 anos, foi morto a tiros na madrugada desta quarta-feira (30), quando chegava em casa, no bairro Paraíso, em Araçatuba (SP). Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima estava com a companheira. Ela contou à polícia que ao abrir o portão de casa quando chegavam, na rua Vereador Aldo Campos, por volta da 1h, o cachorro foi para a rua.
Quando Oliveira saiu para recolhê-lo, foi surpreendido por um rapaz utilizando um capuz, que estava armado com um revólver e atirou, acertando o peito da vítima. De acordo com a testemunha, o pedreiro teria reconhecido o atirador, pois ao ser ferido, ele perguntou por que estava fazendo aquilo com ele.
Após o primeiro disparo, a mulher disse que mandou o companheiro correr e tentou entrar na frente do atirador, que atirou outras duas vezes, atingindo novamente a vítima, já na garagem da casa. Em seguida, o autor do crime fugiu pela rua José Xavier Couto, sentido à São Sebastião.
A própria testemunha acionou o resgate, que levou o pedreiro para o hospital. A Polícia Militar preservou o local do homicídio para realização da perícia, que foi acompanhada pelo delegado plantonista e investigadores.
Os policiais estiveram na Santa Casa e foram informados que o paciente deu entrada na unidade já sem vida, vestindo apenas cueca. Na emergência, as enfermeiras entregaram uma bermuda que seria do pedreiro, que apresentava três perfurações no corpo.
Investigação
Segundo a polícia, próximo ao local onde o corpo foi encontrado havia um tubo plástico contendo cocaína. A companheira dele informou aos policiais que Oliveira era usuário de drogas, já cumpriu pena por tráfico, mas não vinha sofrendo ameaças.
Já na delegacia, em consulta ao sistema, a polícia constatou que existe boletim de ocorrência de lesão corporal registrado em agosto do ano passado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), pela companheira do pedreiro contra ele.
A mulher entregou à polícia um aparelho celular que apresentou como sendo da vítima, pois não havia nenhum celular no local onde o corpo foi encontrado. O aparelho será periciado e um inquérito instaurado.
O corpo de Oliveira passou por exame necroscópico antes de ser liberado aos familiares para velório e enterro.