A Polícia Militar de Birigui (SP) prendeu na noite de terça-feira (7), um auxiliar geral de 49 anos, morador no bairro Parque das Nações, condenado a 12 anos, 5 meses e 10 dias de prisão por estupro de vulnerável. A vítima é uma prima dele, que na época dos fatos tinha 8 anos e se recuperava de uma cirurgia no joelho na casa dele.
O mandado prisão foi expedido no dia 2 deste mês pela 2ª Vara Criminal, referente a sentença em definitivo para cumprimento da pena no regime inicial fechado.
A reportagem apurou que os crimes aconteceram quando a vítima tinha 8 anos e passou cerca de um mês na casa de uma tia, período em que se recuperava de uma cirurgia no joelho. O réu morava no local e, de acordo com a denúncia, quando a tia da criança se ausentava, ele entrava no quarto dela para praticar os estupros.
Consta ainda que ele chegava a manter relações sexuais com a criança, mas não ejaculava nela. Em algumas ocasiões, ele tapava a boca da vítima com as mãos ou como uma coberta para que ela não gritasse. Os estupros teriam ocorrido pelo menos cinco vezes nesse período e, em uma das ocasiões, chegou a provocar sangramento na criança.
Denúncia
A menina disse que era ameaçada de morte e só decidiu procurar a polícia e denunciar os crimes aos 15 anos, porque devido aos traumas sofridos, não conseguia manter relações sexuais com o namorado. Ela confirmou todas as declarações durante depoimento em juízo.
O condenado negou os crimes, alegando que nunca ficou sozinho com a criança na casa dele no período em que ela ficou na residência. A mãe dele também afirmou que nunca deixou a criança sozinha com o filho dela e não acredita que ele tenha abusado da menina.
Já a esposa dele confirmou que quando saía para buscar leite, o marido dela ficava sozinho em casa com a criança.
Condenação
O réu foi denunciado por cinco vezes por estupro de vulnerável e condenado em primeira instância a 14 anos, 6 meses e 6 dias de prisão. A defesa recorreu e conseguiu reduzir a pena para 12 anos, 5 meses e 10 dias. Ele permanecerá à disposição da Justiça para dar início ao cumprimento da pena.
