A Polícia Militar de Araçatuba (SP) teve que usar de força para conter uma briga entre mulheres em um bar na rua Vereador Silva Grota, na madrugada desta quarta-feira (15).
Os policiais foram ao estabelecimento pouco antes das 2h, após serem informados de uma ocorrência de desinteligência. Segundo o que foi relatado, pelo local eles se depararam com uma briga generalizada. Havia garrafas quebradas, mesas e cadeiras bagunçadas.
Ainda de acordo com a polícia, uma mulher de 37 anos, que mora no bairro Taane Andraus, foi surpreendida puxando uma adolescente de 17 anos pelo cabelo. A menina mora no bairro São Joaquim e a mãe dela, de 49 anos, dava socos na agressora da filha. A adolescente também a golpeava na tentativa de se soltar.
Um dos policiais relatou que teve que usar o bastão tonfa para separar as mulheres e determinou que a de 37 anos se afastasse. Entretanto, ela teria recusado, por isso foi afastada para trás com as mãos.
Segundo a polícia, ao ser afastada, a investigada agarrou o braço do policial com as unhas, vindo a arranhá-lo, deixando marcas aparentes. Novamente foi preciso usar a tonfa para imobilizá-la, jogando-a ao chão para algemá-la.
Ciúmes
Em conversa com a mulher de 49 anos, ela disse aos policiais que foi com a filha ao bar para comprar cigarro. Porém, encontrou alguns amigos e foi surpreendida com a chegada da investigada, que passou a agredir ela e a filha dela verbalmente e fisicamente. Apesar das agressões, a mulher alegou que ela e a filha dela não sofreram ferimentos.
Já a outra mulher alegou que estava no bar com amigos quando de repente a que estava com a filha passou a jogar garrafas em todo mundo, possivelmente com ciúmes do ex-companheiro. Ainda na versão dela, o que fez foi apenas se defender das agressões.
Investigação
As duas mulheres e a adolescente foram apresentadas na delegacia e foram liberadas após serem ouvidas. A Polícia Civil expediu requisição para as partes passarem por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal), inclusive o policial militar que teve um dos braços arranhados.
Segundo a polícia, a mulher de 49 anos recusou assinar o documento, alegando que ela e a filha não foram lesionadas.
