Polícia

PM prende marceneiros condenados por assalto a caminhão e casa de agricultor

Crime foi em fevereiro de 2017, na estrada perto da antiga estação, Fernando Laboriau e quatro marceneiros foram condenados

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
22/01/22 às 20h22

A Polícia Militar de Araçatuba (SP) prendeu na noite de sexta-feira (21), os marceneiros Leandro de Lima Silva, 34 anos, e José Inácio Gentil, 31, condenados pelo assalto a um caminhoneiro ocorrido em fevereiro de 2017. Cada um deverá cumprir pena de 6 anos e 5 meses de prisão no regime inicial fechado. Outros dois marceneiros também foram condenados pelo crime.

A vítima é um agricultor que na época tinha 44 anos. Morador no Jardim do Prado, ele contou à polícia que seguia com um caminhão VW 10.160 pela estrada perto da antiga estação ferroviária Fernando Laboriau, pois iria carregar verduras. Quando se aproximava da usina Raízen, percebeu que dois homens em uma Honda CG emparelharam ao lado da cabine do caminhão e o garupa apontou uma arma, mandando parar.

Ao atender a ordem, os dois assaltantes abandonaram a moto, que foi pega por um dos rapazes que estava em outra moto, e entraram no na cabine. Segundo a vítima, um dos ladrões assumiu a direção do caminhão e o outro sentou ao lado da porta do passageiro, ficando ele mantido no meio dos dois.

Eles seguiram sentido ao bairro da rural da Prata mas ao tentar entrar em um canavial, o condutor se deparou com um trator, por isso retornou sentido Araçatuba. Eles entraram com o veículo em um galpão usado para armazenar açúcar, onde o agricultor teve as mãos amarras com algema descartável. 

De acordo com ele, a todo momento a dupla perguntava onde estaria o cofre e o dinheiro que acreditavam ter na casa dele. A vítima entregou as chaves da casa aos ladrões, que a deixaram presa no interior do caminhão, no canavial, e fugiram.

Mais uma vítima

De posse da chave da casa do agricultor, os bandidos foram até à casa dele e surpreenderam a esposa dele ainda no quarto. Ao perceber a presença do assaltante a mulher gritou e entrou em luta corporal com ele, que chegou a mostrar a ela uma arma de fogo, mas depois fugiu.

Enquanto o boletim de ocorrência do roubo era registrado, as vítimas foram informadas que a Polícia Militar havia abordado três suspeitos de participação no assalto a uma residência.

Um marceneiro com 51 anos na época e um funcionário dele, com 26 anos, foram abordados na frente de um galpão onde funcionava uma marcenaria na rua Dr. Edson Antônio Romera, no bairro Claudionor Cinti, região da cidade onde a vítima havia sido deixada dentro do caminhão.

Provas

Segundo os policiais, os dois apresentaram nervosismo ao perceber a presença da viatura e entraram em contradição ao responder onde estavam horas antes.

Ainda de acordo com o que foi relatado, os investigados autorizaram a entrada na marcenaria, onde foram encontradas as duas motos que teriam sido utilizadas no crime, além de quatro capacetes.

Também havia uma mochila com o celular do agricultor, R$ 369,15 em dinheiro e cinco folhas de cheque em branco, em nome da vítima. A polícia também apreendeu dois rádios comunicadores com fone de ouvido e algumas peças de roupa que estavam na mochila.

Confessou

Ainda segundo a polícia, o homem de 51 anos, que seria o proprietário da marcenaria, disse que tinha mais dois funcionários que trabalhavam com ele. Desconfiados de que eles poderiam ter participado do assalto, os policiais sairam em diligência e encontraram Leandro na casa dele.

De acordo com a polícia, ele confessou que haviam planejado um roubo a uma residência, não quis informar o endereço, mas revelou a participação do quarto integrante do grupo, o qual teria levado até Birigui. Esse quarto integrante foi identificado como sendo José Inácio, que não chegou a ser encontrado na ocasião.

Assim, apenas os três foram apresentados no plantão policial e presos em flagrante. Na ocasião, a polícia teve acesso a imagens de câmeras de monitoramento do momento em que os ladrões entraram e saíram da casa das vítimas.

Condenação

A reportagem conseguiu acesso ao julgamento do recurso pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), com relação à sentença em primeira instância. A publicação feita na última quarta-feira (19) cita que a decisão já transitou em julgado.

O terceiro marceneiro foi condenado 7 anos, 8 meses e 12 dias de prisão e não consta a sentença contra o dono da marcenaria. A Justiça determinou a destruição da mochila, dos rádios transmissores, das roupas e dos capacetes apreendidos na marcenaria.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM POLÍCIA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Empresa Jornalística e Editora LTDA
32.184.870-0001/54
Editor responsável:
Aline Galcino - MTB: 43087/SP
aline.galcino@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2022 - Grupo Agitta de Comunicação.