Polícia

Polícia Civil prende mais um investigado por participação em latrocínio

Jovem de 19 anos seria ajudante do proprietário do sítio vizinho ao das vítimas, que tiveram os corpos carbonizados durante roubo de gado

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
26/03/23 às 12h41

A Polícia Civil de Araçatuba (SP) prendeu na madrugada deste domingo (26), o terceiro investigado por participação no latrocínio que teve como vítimas Edson Aparecido Inácio de Lima, 61 anos, e o ajudante dele, Altamiro Pereira da Silva, que desapareceram no último dia 12, em um sítio no assentamento Chico Mendes.

Dois corpos carbonizados foram encontrados dentro o carro de Edson, localizado quatro dias depois do desaparecimento em um canavial a cerca de 30 quilômetros do local do sítio onde ele vivia com o ajudante. A polícia ainda aguarda o resultado do exame de DNA para oficializar a identificação.

O jovem de 19 anos que foi preso neste domingo era considerado foragido, pois havia sido alvo da operação Infausto, deflagrada na sexta-feira (24) pela Polícia Civil, quando foram presos os outros dois investigados.

Um deles reside em um sítio vizinho à propriedade das vítimas e, de acordo com o que foi apurado pelo Hojemais Araçatuba , o acusado capturado hoje trabalhava como ajudante nessa propriedade.

Fugiu

Em entrevista coletiva na sexta-feira a polícia informou que um dia após o carro incendiando ter sido encontrado com os dois corpos carbonizados dentro, foram realizadas buscas contra esse investigado, que conseguiu fugir.

A reportagem apurou que a polícia descobriu que ele havia se escondido na cidade de Campinas e conseguiu prendê-lo na rodoviária de Penápolis, quando retornava para a região. Após ser capturado ele foi apresentado o plantão policial em Araçatuba e ficou à disposição da Justiça, devendo permanecer na cadeia de Penápolis pelo menos até a conclusão do inquérito.

Crime

A polícia acredita que os investigados foram à propriedade entre o final da tarde e início da noite daquele domingo para roubar cerca de 40 cabeças de gado bovino. Por terem sido reconhecidos pelas vítimas, eles decidiram matá-las.

Ainda de acordo com a polícia, testemunhas relataram ter ouvido pelo menos três disparos de arma de fogo vindos do sítio naquela noite. A investigação aguarda resultado do exame necroscópico, que irá apontar se Edson e Altamiro foram baleados.

Também foram apreendidas 14 armas de fogo durante a operação e a perícia poderá pontar se algumas delas foram utilizadas no dia do crime.

Vivos

Não é descartada a possibilidade de as vítimas terem sido colocados ainda com vida no porta-malas da Ford Ecosport que pertencia a Edson. Elas foram levadas no veículo até o canavial, onde o houve o incêndio. Durante a operação realizada na sexta-feira, a polícia apreendeu uma moto e um galão com gasolina.

A investigação aponta que um dos investigados acompanhou o carro conduzindo a moto até o local onde o veículo foi incendiado.

Gado

Das 30 cabeças de gado que foram roubadas, a polícia havia recuperado pelo menos 26 até a última sexta-feira. A investigação aponta que os animais foram levados com ajuda de cavalos até o sítio do investigado na madrugada seguinte ao crime.

De lá eles foram transportados até uma propriedade em Guzolândia, de onde parte foi levada para outra propriedade em Aparecida D’Oeste. A polícia já identificou os suspeitos de participação no roubo, os responsáveis pelo transporte e as pessoas que teriam adquirido os animais roubados.

Todos atuam na criação e negociação de bovinos e a polícia ainda investiga se o crime teria sido encomendado.

Terceiro acusado de participação em latrocínio é preso pela Polícia Civil de Araçatuba (Foto: Divulgação)
Vítimas desapareceram no dia 12 e dois corpos carbonizados foram encontrados 4 dias depois (Foto: Reprodução)
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