Polícia

Polícia identifica corpo encontrado queimado em canavial

Identificação formal foi feita por irmãs da vítima, por tatuagens que ficaram visíveis; foi colhido material para DNA

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
15/05/20 às 11h35
Corpo foi encontrado em canavial na estrada do Yacht Club de Araçatuba (Foto: Hojemais Araçatuba)

O corpo encontrado queimado em um canavial na zona rural de Araçatuba (SP) na madrugada do último dia 7 é do motorista Flávio Santana da Silva, 41 anos, morador em Taubaté.

A equipe da 3ª DH (Delegacia de Homicídios) da Polícia Civil conseguiu identificá-lo após o carro dele, um VW Gol, também ter sido encontrado incendiado na última quarta-feira (13), em outro canavial na estrada do condomínio Copacabana, à beira do rio Tietê.

O delegado Rodolfo Carlos de Oliveira, responsável pela investigação, informou que a identificação formal foi feita por irmãs da vítima, por meio de tatuagens que ficaram visíveis. Mesmo assim, foi coletado material para exame de DNA para confirmação da identificação.

A polícia ainda investiga as condições em que Silva foi morto. Familiares relataram que ele não tinha parentes ou conhecidos na região de Araçatuba e a família desconhece que tenha estado por aqui em outra ocasião.

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Mistério

O corpo foi encontrado por equipe da brigada de incêndio de uma usina, após comunicação de que um canavial estava em chamas na estrada do Yatch Club de Araçatuba.

O fogo foi controlado e o cadáver encontrado na beira do canavial. Equipe do Instituto de Criminalística realizou perícia, que foi acompanhada pelo delegado.

Ao lado do corpo havia quatro alto-falantes e nas imediações, uma carteira com R$ 620,00 em dinheiro e um cartão de visita também apreendido.

Exame necroscópico encontrou duas perfurações por disparo de arma de fogo na cabeça da vítima, provavelmente uma de entrada e uma de saída.

Carro

No início da tarde da última quarta-feira, a polícia foi informada por um funcionário da mesma usina de que havia um Gol em chamas na estrada do condomínio Copacabana. O veículo estava cerca de 1 quilômetro a partir da rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463) e teve 90% queimado.

Pela placa, os policiais chegaram até uma moradora em São Paulo, que relatou que havia vendido o veículo para o irmão dela, que é o motorista assassinado.

Ela disse que não tinha contato com o irmão havia uma semana e que ele morava com a mãe, em Taubaté. A mãe da vítima também foi procurada e contou que o filho havia trocado de telefone, não sabia o novo número e a última vez que havia feito contato com ele foi na tarde anterior ao corpo ser encontrado.

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