A polícia de Araçatuba (SP) tenta localizar as armas utilizadas Gustavo de Souza Costa, 19 anos, e pelo comerciante Cléber Lima Gonçalves, 43, que morreram em uma troca de tiros ocorrida no final da noite de quarta-feira (30), no residencial Águas Claras.
Imagens de câmeras de monitoramento mostram que logo após eles caírem na via, após serem feridos, pessoas que estavam pelo local correm até eles e recolhem as armas. Segundo a polícia, o comerciante estaria com duas armas e o jovem com uma. Nenhuma delas foi localizada.
Ainda durante a madrugada, policiais militares apresentaram um jovem de 24 anos no plantão policial, identificado como sendo uma das pessoas que teria recolhido armas logo após a troca de tiros.
Trocou de roupa
De acordo com o que foi relatado, nas imagens ele aparece vestindo uma camiseta azul, conversando com a vítima momentos antes do crime. Porém, quando foi abordado, já vestia uma camiseta amarela.
Ouvido na presença de um advogado, o jovem disse que acompanhava Gustavo quando ele passou a discutir com o dono da loja de roupas que existe na frente da adega onde ingeriam bebida alcoólica.
Armas
Ele confirmou que Cleber deixou o local após a discussão, mas retornou armado e passou a efetuar disparos contra Gustavo, que revidou. O jovem também confirmou que após a troca de tiros ele recolheu duas armas que estavam no chão, próximas ao corpo de Cleber.
Na versão dele, essa medida foi tomada para evitar que outras pessoas as pegassem. O jovem disse ainda que após conversar com o proprietário de um depósito nas imediações, entregou as armas a outra pessoa, que conheceria de vista, e pediu que as guardasse. E informou que trocou de roupa por medo de ser responsabilizado pela morte de Cleber.
Identificado
A polícia também identificou esse homem indicado pelo jovem como sendo uma das pessoas que aparecem nas imagens que antecedem a troca de tiros, vestindo uma camiseta preta com estampa nas costas.
Segundo a polícia, pelas imagens, é possível identificá-lo como sendo a pessoa que recolhe a arma de fogo que estava próxima de Gustavo, enquanto ele estava caído logo após ser baleado. Os policiais também estiveram em endereços que seriam relacionados a ele, no próprio bairro, mas ele não foi localizado.
O delegado que presidiu a ocorrência decidiu por registrar o caso inicialmente porte irregular de arma de fogo. Entretanto, como as armas não foram localizadas, após ser levado para a delegacia ser ouvido, o jovem foi liberado.
