O policial penal de 39 anos que foi preso na noite de domingo (30), acusado de matar a tiros Robert Ronald Ramos Vieira, 29, na frente de um estabelecimento comercial em Araçatuba (SP), havia baleado uma mulher em outubro de 2025, durante uma suposta tentativa de assalto.
Assim como aconteceu no último domingo, na ocasião, ele efetuou três disparos de arma de fogo contra a mulher, que precisou ser levada para o hospital, passou por cirurgia e sobreviveu. Na ocasião, foi apreendido um revólver que estaria com ela, o qual estava desmuniciado.
A reportagem apurou que após receber alta, a acusada foi apresentada à polícia e optou por permanecer em silêncio. Em fevereiro deste ano a ré foi condenada a 2 anos e 8 meses de prisão, no regime semiaberto.
Por ser mãe de 3 crianças e devido à ausência de risco à ordem pública, a Justiça concedeu a ela o direito de recorrer em liberdade e revogou a prisão preventiva, levando em consideração o regime fixado.
Caso
Conforme divulgado na época, o caso aconteceu na madrugada de 31 de outubro, no cruzamento da rua Guatemala com a avenida Mário Covas. Os policiais militares que apresentaram a ocorrência relataram que foram ao local após serem informados de uma tentativa de roubo com pessoa baleada.
Eles encontraram o policial penal ao lado do carro dele e a vítima estava caída na rua, também ao lado do veículo. Apesar de ferida pelos disparos de arma de fogo, ela estava consciente.
O policial penal alegou que seguia com o veículo pela rua Guatemala, após deixar a Aguapeí. Ao cruzar a avenida Mário Covas, sentido bairro Planalto, ele parou na frente de um posto de combustível desativado.
Na versão dele, nesse momento a mulher teria surgido pela frente do carro, apontando um revólver na direção dele e dado ordem para descer. A suspeita teria caminhado em direção à porta do passageiro, ainda apontando a arma para ele.
Atirou
Segundo o policial penal, ele conseguiu desembarcar do veículo com a pistola em punho, deu a volta por trás do carro e se apresentou como policial, dando ordem à suspeita para que soltasse a arma, mas não foi atendido. Diante disso, ele fez ao menos três disparos na direção dela, que teria caído parcialmente sobre o banco do passageiro.
O policial penal disse ainda que o revólver que ela portava havia caído na rua, ele o recolheu e depois retirou a mulher do carro e a colocou deitada no chão, chegando inclusive a revistá-la para verificar se ela não portava outra arma de fogo ou faca.
Socorro
Ele contou ainda que em seguida ligou para o 190 da Polícia Militar, solicitou que o socorro fosse acionado e permaneceu no local. O policial penal entregou para a polícia um revólver que estava sem munições e a pistola que ele utilizou para atirar na mulher.
Os policiais que apresentaram a ocorrência relataram que tentaram falar com a suspeita, que teria dito que havia comprado a arma no Paraguai “para matar bandido” , pois seria delegada, depois falou que “era capitão” , não sendo possível entender, com clareza, o que ela pretendia dizer.
Investigação
O local foi preservado para perícia, que recolheu duas cápsulas deflagradas e uma intacta. A mulher, que foi presa em flagrante por roubo qualificado pelo porte de arma de fogo, foi identificada só na Santa Casa, durante o atendimento médico.
Ela permaneceu sob escolta policial e, segundo informações do hospital na época, na manhã seguinte a paciente permanecia no Centro Cirúrgico para procedimento de acesso aos órgãos internos.
