Um homem foi preso nesta quarta-feira (4) em Araçatuba (SP) pela Polícia Federal durante a operação Voo Baixo, que busca desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas. O nome dele e o local da prisão não foram divulgados.
Em entrevista coletiva durante a manhã em São Paulo, a PF informou que segundo a investigação, o grupo criminoso movimentava uma tonelada e meia de cocaína por mês.
Dos 14 mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal, 11 foram cumpridos e três investigados são considerados foragidos.
Desde que a investigação teve início, em maio do ano passado, já são 22 pessoas presas e mais de 2,5 toneladas de cocaína foram apreendidas.
Durante os cumprimentos de mandados, a PF apreendeu nove aeronaves, duas delas em São José do Rio Preto, onde foi preso um empresário considerado líder da quadrilha.
Segundo a investigação, ele assumiu o comando do grupo criminoso após a morte do pai, há cerca de quatro anos, o qual também já teria sido investigado por tráfico de drogas.
Esquema
A polícia informou que a investigação teve início após um avião ter sido interceptado pela FAB (Força Aérea Brasileira) na divisa com a Bolívia, em abril do ano passado.
A partir de então, foi constatado que a droga chegava da Bolívia e era descarregada em fazendas do Mato Grosso do Sul. De lá, era trazida para o interior de São Paulo de avião.
Dividida em porções menores, seguia por terra até o porto de Santos, tendo como principal destino a Europa. Porém, cerca de 15% do entorpecente comercializado seria destinado ao mercado interno, de acordo com a polícia.
Mandados
No Estado de São Paulo foram cumpridos mandados em Araçatuba, Campinas, Dourado, Guararapes, Jaú, Pereira Barreto, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Paulo e Vargem Grande Paulista.
Equipes também estiveram em Cassilândia, Alcinópolis, Coxim e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul; presidente Presidente Getúlio, em Santa Catarina; e Eunápolis, na Bahia.
A PF solicitou o sequestro de imóveis, entre eles três fazendas, e vários carros de luxo foram apreendidos.
Os investigados serão indiciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas, com penas de 5 a 15 anos e multa e 3 a 10 anos e multa, respectivamente.
