Rasantes feito pelo piloto de um avião bimotor sobre as águas do rio Tietê, em Araçatuba (SP), no último final de semana, serão investigados pela Polícia Civil.
Um boletim de ocorrência foi registrado após vídeos das manobras feitos por testemunhas passarem a ser disseminados por aplicativo de celular.
O boletim de ocorrência foi registrado na tarde de terça-feira (2), pelo delegado Getúlio Silvio Nardo.
Nele, ele cita que tomou conhecido pelas redes sociais e pela mídia, que a prainha do rio Tietê, próxima a um hotel, vem sendo utilizada por duas aeronaves como pista de pouso e decolagem de forma irregular.
Isso, segundo o delegado, estaria colocando em perigo os frequentadores do espaço público e moradores próximos, devido às manobras realizadas durante os voos.
No registro, o delegado cita os prefixos das duas aeronaves e informa que será instaurado inquérito para apurar a conduta dos pilotos das aeronaves, que ainda não foram identificados.
Ainda de acordo com ele, as imagens retiradas das redes sociais e dos aplicativos de troca de mensagens por celular serão anexadas ao inquérito.
Irresponsabilidade
Em entrevista à TV Tem, o delegado informou que pretende ouvir o dono da aeronave em data ainda a ser marcada. Para ele, houve irresponsabilidade e, no mínimo, falta de bom senso dos pilotos, pois uma rajada de vento mais forte poderia provocar um acidente grave.
As imagens divulgadas mostram o avião decolando de uma propriedade rural às margens do rio. A aeronave e passa próximo à superfície da água, sobre árvores, sobre uma construção e perto de pessoas que filmam a manobra.
Investigação
Ainda de acordo com a TV Tem, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) teve acesso aos vídeos e recebeu um memorando pedindo para que o caso fosse investigado.
O documento cita que “uma aeronave decola aparentemente de forma negligente e/ou imprudente, iniciando curva de grande inclinação antes de ganhar altitude, quase tocando a água e passando próximo a pessoas, embarcações e construções, expondo a risco excessivo a aeronave, coisas e pessoas a bordo e em solo”.
A agência informou por nota que instaurou processo administrativo para verificar se houve descumprimento às normas de aviação civil, mas que no momento não é possível indicar quais são as penalidades cabíveis no caso.
Um dos possíveis crimes a ser investigado é previsto no artigo 261 do Código Penal, que consiste em expor a perigo a vida própria e de terceiros utilizando aeronave.