O primeiro-tenente Felipe Atanázio Pires, 24 anos, lotado no 4.º BPM/I (Batalhão de Policiamento Militar do Interior) de Bauru (SP), foi assassinado na tarde de quarta-feira (25), em um posto de combustíveis na rodovia Marechal Rondon (SP-300), no município de São Manoel.
O autor do crime é Luan Nilton Martins, morador na cidade do Rio de Janeiro, que não teve a idade divulgada. Ele havia se envolvido em um acidente de trânsito no pátio do posto e atirou no policial que prestaria assistência às partes.
Segundo informado em boletim de ocorrência, o tenente retornava com outros três policiais militares de São Paulo. Eles pararam no posto para manutenção da viatura.
Ao se depararem com o acidente de trânsito envolvendo um Fiat Siena com placas de Lençóis Paulista e o GM Cobalt, de São Paulo, que estava com Martins, os policiais foram prestar assistência às partes.
Enquanto o restante dos policiais foi prestar auxílio ao casal que estava com o Siena, o tenente Atanázio foi em direção ao Cobalt.
Ele teria sido surpreendido por Martins, que sacou uma pistola calibre ponto 40 com numeração raspada e atirou contra o policial, que morreu no local.
Troca de tiros
Em seguida, teria pego a arma do tenente e disparado contra os policiais que auxiliavam o casal de idosos e revidaram, matando o acusado.
Dois policiais foram atingidos por disparos feitos por Martins e socorridos para o hospital da Unesp de Botucatu. O local onde aconteceu o crime foi periciado e as armas utilizadas pelos policiais e pelo acusado foram apreendidas para perícia.
O corpo de tenente Atanázio foi encaminhado ao IML (Instituto Médico de Bauru), cidade onde moram os familiares dele. O de Martins foi para o IML de Botucatu.
Antecedentes
O Hojemais Araçatuba apurou que Martins tem condenação por crime de roubo ocorrido em novembro de 2011, em um condomínio de Paraty (RJ). Na ocasião foram roubados R$ 78.600,00 em dinheiro. Parte estava no cofre da residência invadida por ladrões armados.
Martins foi preso no dia seguinte em um táxi, com dois revólveres com numeração raspada. Ele foi reconhecido por uma das vítimas, denunciado e condenado a pouco mais de 11 anos de prisão. A sentença foi mantida pelo TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).