A sessão da Câmara dos Vereadores de Araçatuba (SP), nesta segunda-feira (24), teve início acalorado. Uma discussão entre o vereador Cláudio Henrique da Silva (PMN) com a presidente da Casa, Tieza Marques (PSDB), tomou mais de 30 minutos da sessão.
“Incompetente” e “autoritária” foram alguns dos termos utilizados pelo parlamentar, que estava indignado com a rejeição do requerimento que pedia a computação de seu voto no projeto de lei que reduzia em 30% nos salários durante a pandemia de covid-19.
A votação ocorreu na semana anterior, quando Prof. Cláudio participou da sessão remotamente. No entanto, na hora da votação, segundo ele, houve problemas na videoconferência, e o voto dele foi registrado como ausente, enquanto ele garante que votou “sim”.
Ele entrou em contato com a presidente logo após o término da sessão pedindo a consideração do seu voto. Tieza se reuniu com a Mesa Diretora na terça e quarta seguintes, porém após analisar as imagens e o material da sessão, decidiu enviar o requerimento ao Jurídico da Casa, que indeferiu o pedido de Cláudio.
Assim que foi aberta a sessão desta segunda, Prof. Cláudio pediu a leitura do recurso que ele protocolou no Legislativo e também a resposta do Jurídico da Casa.
O vereador garante que votou “sim”, mas seu voto não foi ouvido pelos colegas. Ele concordou que nas gravações não aparece seu voto, porém antes de terminar a sessão ele pediu “pela ordem” por três vezes, mas também não foi ouvido pela presidente, que encerrou a sessão sem dar a palavra a ele.
