Apontamentos de irregularidades no prédio do pronto-socorro municipal foi o que motivou a Prefeitura de Araçatuba (SP) a desistir da ideia de reabrir o Hospital da Mulher e transferir os serviços de urgência e emergência para esse prédio, segundo o prefeito Lucas Zanatta (PL), em entrevista à reportagem.
“Quando eu prometi em campanha que nós iríamos reabrir o Hospital da Mulher, era o que nós iríamos fazer mesmo. Só que quando nós começamos na transição acompanhar, e ver, e depois tivemos a informação já no governo, de que a Vigilância Sanitária já estava apontando que o local (pronto-socorro) já estava inadequado, aí nós ficamos em uma situação muito complicada” , declarou.
Zanatta reforçou que a ideia da atual administração era descentralizar o atendimento, com a implantação do atendimento 24 horas nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do Umuarama e do Morada dos Nobres, para reduzir e manter o atendimento no pronto-socorro municipal.
Ele argumentou que tanto a zona leste quanto a zona sul são como cidades a parte, que demandam essa descentralização. Além disso, afirma que ainda este ano deve ser concluída a ampliação de 46 para 60 equipes da Saúde da Família em Araçatuba, o que deve elevar de 50% para 85% a resolutividade dos atendimentos na Atenção Básica.
“Esse alcance de 35% da demanda é muita gente e impacta diretamente no pronto-socorro” , afirma, acrescentando que a abertura das duas UBS 24 horas já promoveu queda de 20% nos atendimentos do pronto-socorro, o que comprovaria que o problema da Saúde em Araçatuba seria uma questão de gestão, como afirmava na campanha.
Pronto-socorro
Segundo Zanatta, diante dos apontamentos apresentados em relatório da Vigilância Sanitária, que de acordo com ele em breve se tornarão públicos, ficou inviável manter o atendimento no prédio atual do pronto-socorro, por isso, foi necessário encontrar uma alternativa.
Ainda de acordo com o prefeito, em discussão com a direção do Unisalesiano, surgiu a proposta de ampliar o atendimento ginecológico na Santa Casa, dispensando a necessidade de reabertura do Hospital da Mulher.
Com isso, o prédio, que é da Prefeitura, poderia ser adequado para receber os serviços de urgência e emergência, o que já era uma proposta da administração municipal passada, que chegou a realizar um processo de licitação. Porém, o contrato com a empresa vencedora não foi assinado, justamente devido à mudança de gestão.
