Política

Câmara analisa veto e projeto que corrigem reajuste de secretários em Birigui

Projeto aprovado anteriormente tem erro no cálculo do reajuste, com índice superior aos 10,5% dados ao funcionalismo público, o que significa mais de R$ 500

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
29/03/22 às 11h12

A Câmara de Birigui (SP) aprecia na sessão desta terça-feira (29) veto e novo projeto de lei que corrigem o reajuste nos subsídios dos secretários municipais. Projeto aprovado anteriormente e já sancionado pelo Executivo tem um erro no cálculo, concedendo um índice de aumento de 18%, ou seja, superior aos 10,5% dados ao funcionalismo público municipal. Em valores, significa R$ 515,31 a mais no vencimento.

O primeiro a ser discutido é o veto do prefeito Leandro Maffeis (PSL) a trecho da lei 8.000, de 23 de março de 2022, que alterou o subsídio do cargo para R$ 7.876,83.

“Considerando que o reajuste concedido corresponde a 10,50%, e que o atual subsídio dos secretários municipais é de R$ 6.662,01, o valor correto do subsídio devidamente reajustado no percentual supracitado é de R$ 7.361,52”, explica.

No texto, o prefeito também lembra que os secretários-adjuntos também fazem jus ao reajuste de 10,5% e foram esquecidos. O subsídio do cargo é de R$ 6.609,34 e passará para R$ 7.303,32 com a correção.

Erro

A Mesa Diretora da Câmara enviou novo projeto de lei com as devidas correções, pois é competência do Legislativo o reajuste dos subsídios de prefeito, vice, secretários e vereadores.

Conforme justificativa, houve um erro durante a realização do cálculo no reajuste dos secretários, com índice superior ao adotado para os servidores municipais e demais agentes políticos.

O texto inclui também o subsídio dos secretários adjuntos que passaram a ser agentes políticos após a publicação da Lei Complementar 115/2000, que dispõe sobre a organização administrativa e reorganização do quadro de pessoal da Prefeitura.

(Foto: Câmara de Birigui/Arquivo)

Outros

Outros cinco itens fazem parte da pauta da Ordem do Dia, sendo quatro de autoria do Executivo.

Duas matérias são referentes à autorização de alienação de áreas de terra no loteamento Colinas Park Residencial. Um dos textos trata de uma área específica – na travessa José Gadiolli com trecho entre a rua Alameda Luiz da Silveira e a rua Adelino Catarin. O outro autoriza a regularização de todas as áreas com o mesmo problema no bairro.

Também será discutido e votado projeto que autoriza abertura de crédito adicional suplementar com a sobra de recursos no valor de R$ 3.140.627,78, oriundos de transferências de recursos financeiros para o QSE — Quota Salário Educação, ocorridas no exercício de 2021. Esse dinheiro será destinado a despesas com a aquisição e distribuição de calçados e uniformes escolares, bem como a realização de aditivos à obra de reforma do prédio da Escola Municipal Professora Ruth Pintão Lot, e despesas com a implantação do sistema de alarme e monitoramento nos prédios escolares da rede municipal de educação.

E outro projeto do Executivo corrige o valor de transferência de recursos do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente ao Instituto Educacional Gumercindo de Paiva Castro. O valor correto é R$ 33.822,05 e não R$ 33,811,91 conforme publicado em lei.

Do Legislativo

O único projeto de autoria dos parlamentares é do vereador Paulo Sergio de Oliveira, o Paulinho do Posto (Avante), que prevê a adoção do nome do senhor Joaquim Soares Dantas para denominar via pública.

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