A permanência de Moreira no cargo foi garantida por 11 votos.
Além dos três integrantes da comissão, votaram favoráveis Andrey Servelatti (Cidadania), Carla Cristina Bianchi, a Carla Protetora (PTB), Cláudio Barbosa de Souza, o Kal (DEM), Felipe Barone (Avante), Odair Aparecido Piacente, o Odair da Monza (Cidadania), Reginaldo Fernando Pereira, o Pastor Reginaldo (PTB), Rogério Guilhen (PSD) e Valdemir Frederico, o Vadão da Farmácia (PTB).
Foram contrários ao arquivamento Benedito Dafé Gonçalves Filho (PSD), César Pantarotto Júnior (PSD), Dozimar Francisco Rosim, o Pastor Dozimar (Patriota) e Fabiano Amadeu (Cidadania). Já o vereador Clóvis Batista do Nascimento (PSD), optou pela abstenção.
A perda do mandato parlamentar só seria possível se a decisão da comissão pelo arquivamento recebesse 12 votos contrários.
Mudou voto
Batista foi o primeiro a usar a tribuna para justificar seu posicionamento, inicialmente contrário, ao relatório da comissão. Ele disse que está na Casa duas vezes como agente da lei: uma por ser policial militar e outra como representante do povo. Ressaltou a necessidade de proteção à integridade física a qualquer pessoa que esteja na Casa e por isso votaria pela quebra de decoro. No entanto, acabou se abstendo do voto.
Eduardo Dentista rebateu dizendo que não se pode aplicar pena máxima (no caso, a perda do mandato) em um único caso, comparando com a Justiça comum onde as penas são progressivas. “Se uma cabeçada você já dá a pena máxima, o que você daria se o Lê tivesse dado um tiro nele?”, perguntou se dirigindo ao Batista.
Também ressaltou que durante a oitiva questionou o denunciante duas vezes sobre o teor da conversa que antecedeu a agressão, porém ele se negou a responder o que prejudicou a denúncia, já que o vídeo não tem áudio.
Pastor Reginaldo também usou a tribuna para lembrar que é contra a violência de qualquer maneira e que, assim como os demais colegas, foi favorável à investigação. “A casa por unanimidade decidiu que o fato deveria ser investigado. Nós permitimos a abertura da CP.”
Ressaltou que o julgamento da Casa é estritamente político e que o caso está sendo analisado julgado pela Justiça comum. “Se a pessoa que se sente lesada não concordar, pode buscar outras instâncias.”