Com 13 votos contrários e apenas um favorável, a denúncia feita por Davi Antonio de Souza, morador no bairro Alto, em Birigui (SP), que pedia a cassação do vereador José Fermino Grosso (DEM), por suposta quebra de decoro parlamentar, foi rejeitada.
A votação ocorreu na noite desta terça-feira (19), em sessão ordinária na Câmara. Apenas o vereador Fabiano Amadeu (PPS) votou a favor da investigação.
Andrey Fernando Servelatti (PSDB), Carla Cristina Bianchi (PSD), César Pantarotto Junior (Pode), Cláudio Barbosa de Souza (PSB), Eduardo Fonseca de Luca (PT), José Luis Buchalla (PRP), José Roberto Merino Garcia, o Paquinha (MDB), Leandro Moreira (PRB), Luiz Roberto Ferrari (DEM), Odair José Aparecido Piacente (PSC), Reginaldo Fernando Pereira (PTB), Rogério Guillhen (PV) e Valdemir Frederico (PTB) foram contrários.
Apesar de o regimento prever votação simbólica, foi feita chamada nominal, segundo o presidente da Casa, Felipe Barone Brito (PPS), para constar no processo.
Coerência
Fermino, que não participou da sessão, agradeceu aos vereadores pela coerência na votação. “Eles entenderam que não havia cabimento a Câmara investigar vida particular, sendo seu real papel investigar a vida pública, o que, graças a Deus, nesses meus quatro mandatos, nunca tive nada que deponha contra minha pessoa”, disse ao Hojemais Araçatuba .
Para o vereador, sua atuação como vereador incomoda algumas pessoas. “Entendo que aqueles que fiscalizo e encontro falhas com o dinheiro público queiram me atingir. Mas digo a quem acompanha meu trabalho e principalmente quem confiou seu voto em mim que nada fará eu mudar minha postura. Vou continuar buscando o que é justo e melhor para nossa gente.”
Denúncia
A denúncia foi protocolado no dia 12, às 16h49. Devido ao horário, a denúncia não foi distribuída aos vereadores e por isso não foi lida na sessão que ocorreu no mesmo dia.
No documento, Souza afirma que Fermino quer proteger seu patrimônio de dívidas que assumiu como empresário ou pessoalmente e que utiliza a Câmara para “perpetrar sua fraude contra os cofres públicos e contra particulares”.
As acusações envolvem sua situação conjugal, pensões alimentícias e não pagamento de dívidas e/ou tributos.