Política

Comerciante denuncia suposta fraude em ata de convenção partidária

Filiado ao Solidariedade em Araçatuba (SP) afirma que diretoria impôs coligação com o MDB, registrando ata sem assinaturas dos membros; presidente nega

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
21/09/20 às 18h24

O registro da convenção do partido Solidariedade, ocorrida no dia 12 de setembro, em Araçatuba (SP), acabou virando caso de polícia.

O comerciante Alberto Pinto da Silva, que seria pré-candidato pelo partido, registrou boletim de ocorrência denunciando suposta fraude e erros na ata apresentada no Cartório Eleitoral pelo presidente do Diretório de Araçatuba, Alan Junio da Silva Bento.

Segundo Alberto do Dogão, como é conhecido, no dia da convenção, a diretoria impôs que fosse feita coligação com o MDB, o que não teria sido do agrado dos membros do partido, que saíram da reunião sem assinar a ata, já que havia um acordo de que ele seria pré-candidato a prefeito pelo partido.

O documento deveria ter sido apresentado em 24 horas aos filiados, o que também não foi feito, sendo posteriormente apresentado no Cartório Eleitoral com vários erros, entre eles, a ausência de assinatura dos membros e a presença de quatro filiados que não estavam presentes e que foram registrados como pré-candidatos com números aleatórios.

Alberto do Dogão afirma que pediu a impugnação da ata, que não foi respondido, apesar de haver previsão legal de 48 horas. Outro erro teria sido no edital de convocação, que saiu publicado como sendo virtual, mas foi presencial.

Trabalho

À reportagem, Alberto contou que se filiou ao Solidariedade, partido pelo qual trabalha há oito meses, porque tinha interesse em concorrer ao cargo majoritário do Executivo municipal. Neste período, teria conseguido 25 novos filiados, sendo que 16 têm interesse em concorrer ao Legislativo.

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O combinado, segundo ele, seria sair como candidato a prefeito ou pelo menos vice do MDB, o que não aconteceu. “No dia da convenção, a ata já estava pronta. Quando começou a ser lida, os presentes (cerca de 20 pessoas) não concordaram e foram embora sem assiná-la. A surpresa foi depois, no registro”, contou.

Alberto afirma que possui 11 declarações assinadas de filiados que não concordam com a ata e que querem a anulação da mesma.

Além do boletim de ocorrência, Alberto diz que irá entrar com ação judicial de nulidade no Tribunal Regional Eleitoral. No entanto, é preciso esperar até o dia 30 de setembro, quando se encerra o prazo de registro das candidaturas, para depois contestá-las.

Diretório

Procurado pela reportagem, o presidente local do Solidariedade afirma que a convenção foi realizada nos termos e de acordo com o Estatuto do Partido e da Legislação Eleitoral. “Não houve fraude ou qualquer ato de preterição de candidatos, prevalecendo a vontade dos convencionados, que, por maioria dos votos, optaram por coligar com o MDB na coligação majoritária”, explicou Alan.

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