Política

Deputados querem ouvir Cleudson e ter acesso a inquéritos da Operação Raio X

Pedidos para acesso integral às informações e ouvir médico na CPI da Quarteirização será votado nesta quarta

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
06/10/20 às 19h48
CPI quer acesso a inquéritos e ouvir médico apontado como suposto líder de organização criminosa (Crédito: Reprodução/Rede Alesp)

A Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) vota nesta quarta-feira (6), dois requerimentos relativos às investigações que resultaram na Operação Raio X, deflagrada na semana passada para cumprimentos de mandados de busca e apreensão e de prisão contra suspeitos de integrar suposto grupo criado para desviar dinheiro público da área da Saúde.

Um dos requerimentos é para que seja aprovada a convocação do médico anestesista Cleudson Garcia Montali, de Birigui, para prestar depoimento na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Quarteirizações, presidida pelo deputado estadual Edmir Chedid (DEM).

Segundo apurado pela reportagem, Cleudson é apontado pela investigação como sendo o chefe da suposta organização criminosa. Ele é presidente regional da Associação Paulista de Medicina, já foi diretor do DRS-2 (Departamento Regional de Saúde) de Araçatuba e diretor Clínico da Santa Casa de Birigui.

Os pedidos foram feitos principalmente com base na reportagem do Fantástico, da Rede Globo, exibida no último domingo (4), sobre a investigação.

Peça chave

A justificativa para solicitar a convocação do médico, que está preso, é de que ele é apontado como “a peça mais importante” do suposto esquema de corrupção que desviou milhões de recursos públicos utilizando-se de OSSs (Organizações Sociais de Saúde).

As investigações apontam que essas OSSs, que seriam de Cleudson, teriam contratos em mais de 27 municípios em quatro estados brasileiros. Elas se beneficiariam sendo escolhidas para gerenciar hospitais e outras instituições de saúde por meio de licitações fraudulentas.

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Quarteirização

Além disso, elas receberiam dinheiro público para gerenciar esses serviços, que seriam “quarteirizados” para outras empresas integrantes do esquema, seja para prestar serviços de atividades fim (exames, consultas, etc) ou atividades meio (manutenção, segurança, etc).

Os contratos “quarteirizados” seriam propositalmente superfaturados ou os serviços não eram prestados, mas o dinheiro público era recebido e distribuído entre os envolvidos, inclusive políticos e agentes públicos.

Inquéritos

Os inquéritos que resultaram na Operação Raio X tramitam nas Justiça de Birigui e Penápolis.

Por isso, também será votado nesta quarta-feira, requerimento para que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público e a Polícia Civil de Araçatuba, responsável pela investigação, forneça à CPI, acesso ao que foi apurado até agora, inclusive trecho que eventualmente estejam sob sigilo.

Essa investigação resultou na expedição de 64 mandados de prisão temporária e 237 de busca e apreensão, além de aproximadamente R$ 1 milhão bloqueados bens e valores e apreensão de veículos, aeronaves e R$ 1 milhão em dinheiro.

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