Segue indefinida a indicação feita pelo vereador Rodolfo Aparecido da Silva Godin (PSD), de Guararapes (SP), que pede que a Câmara repasse o duodécimo de R$ 150 mil à Prefeitura para que seja enviado à Santa Casa local.
Ontem (16), durante sessão realizada na Câmara, o presidente da Casa, Edmildo Ferreira (Progressistas), respondeu aos questionamentos feitos pelo vereador que propôs a indicação. Conforme Edmildo, a Câmara tem até o momento três recolhimentos de duodécimo, referentes ao primeiro trimestre, mas o valor não é suficiente para atender os R$ 150 mil da indicação.
Ainda segundo o presidente, pesa na decisão o fato de que a Câmara não pode ficar desprovida de recursos para quaisquer emergências. Entretanto, ele garantiu que já pediu para que contadores analisem com qual quantia o Legislativo pode vir a contribuir. "Não sou contra repassar, eu sou favorável. Desde que a Casa de Lei tenha o que repassar. ”
Veto
A última reunião do legislativo guararapense teve ainda bastante tensão e precisou ser interrompida por três minutos pelo presidente da Casa, devido a manifestações exacerbadas do público presente.
O vereador Thiago Lazarin Machado (SD), o Thiago Lazanha, pediu que o veto do prefeito ao projeto do vereador Silvio César Arias (PTB), "Adote Guararapes", fosse votado numa sessão extraordinária. O motivo, segundo ele, foi a ausência de dois vereadores. Por quatro votos a três, o veto será votado no próximo encontro.
O projeto, segundo texto da matéria, trata da adoção por pessoas físicas e jurídicas “de medidas de conservação, melhoria de ajardinamento e tratamento paisagístico de praças, áreas verdes, nascentes, bosques, jardins, rotatórias, canteiros e demais logradouros públicos.”
No Facebook, o prefeito Tarek Dargham (PTB) explicou que a propositura foi vetada por já existir um projeto que cumpre a mesma finalidade. A fala faz referência à lei nº 1.890, de 3 de dezembro de 1997, que instituiu na cidade o programa "Adote um Jardim".
"A lei que existe é bem melhor que o projeto atual, pois fala só da parte que realmente interessa: jardins, canteiros e praças, sem envolver outras partes que seriam impossíveis terceirizar, pois envolvem questões de segurança. E tirando essa parte infeliz do projeto fica exatamente igual ao outro que já é lei desde 1997", afirmou o chefe do Executivo na rede social.