Os empresários contemplados com doação de área no Distrito Industrial 2, em Birigui (SP), têm 12 meses para iniciar a construção no local. O prazo foi estendido por meio do projeto de lei com emenda aprovado pela Câmara dos Vereadores, na sessão desta segunda-feira (19), após longa discussão entre os favoráveis e contrários. A sessão chegou a ser suspensa para debate entre os parlamentares, o que acirrou ainda mais os ânimos.
O prazo para construção das empresas no Distrito Industrial 2 estava previsto na lei 6.664, de 13 de dezembro de 2018. Conforme o artigo 7º da lei, “após a aprovação do projeto de construção pelo órgão competente da administração pública, o interessado terá 120 dias para iniciar a obra e 24 meses para concluí-la, instalar a empresa e iniciar a produção”. O projeto de construção deveria ser protocolado até, no máximo, abril de 2019, ou seja, as empresas teriam até o fim do mesmo ano para iniciar as obras, o que não foi obedecido por várias empresas.
Considerando todo o contexto de crise e pandemia, o Executivo enviou projeto de lei dando novo prazo de 120 dias para os empresários que assinaram o termo de compromisso de doação de área até 31 de dezembro de 2020. Conforme o texto, a medida atendia comunicado da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, sobre uma deliberação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico.
Mais prazo
Já emenda proposta por um grupo de vereadores estendeu ainda mais o prazo, dando 12 meses para que os empresários iniciem a construção.
A emenda é assinada por Wagner Mastelaro (PT), André Luis Moimas Grosso, o André Fermino (PSDB), Cleverson José de Souza, o Tody da Unidiesel (Cidadania), Osterlaine Henriques Alves, a Dra. Osterlaine (DEM), Fabiano Amadeu (Cidadania), José Luis Buchala (Patriota), Paulo Sergio de Oliveira, o Paulinho do Posto (Avante) e Wesley Ricardo Coalhato, o Cabo Wesley (PSL), o chamado nos bastidores de “Grupo dos 8”, a nova oposição ao governo de Leandro Maffeis (PSL).
Houve tentativa de se adiar a votação, o que foi rejeitado pela maioria. O vereador Marcos Antonio Santos, o Marcos da Ripada (PSL), protocolou uma subemenda propondo um meio termo: um prazo de 6 meses, em vez dos 12 proposto pelo Grupo dos 8, que também foi rejeitada.
