Política

Movimento trabalha para ter candidatura coletiva nas eleições municipais de Araçatuba

Nesse novo formato, o candidato se compromete a dividir seu gabinete e mandato com uma rede de pessoas (os cocandidatos)

Aline Galcino* - Hojemais Araçatuba
27/07/20 às 16h47

As eleições municipais deste ano, previstas para ocorrer no mês de novembro, pode contar, pela primeira vez, com uma candidatura coletiva para uma vaga na Câmara dos Vereadores de Araçatuba (SP).

O objetivo desta proposta é que, em caso de eleitos, os nomes indicados dividam a candidatura e também o mandato. A iniciativa é do Movimento Dialogue.

Conforme o movimento, o mandato coletivo vem com a proposta de uma nova forma de representação. Nesse novo formato, o candidato se compromete a dividir seu gabinete e mandato com uma rede de pessoas (os cocandidatos).  Em Araçatuba, a candidatura poderá ter até cinco pré-candidatos.

Além de participativo, esse modelo de composição aproxima mais o eleitor do mandatário, visto que os cocandidatos serão escolhidos com base na representatividade local e na discussão de bandeiras identitárias, serão pessoas comuns, que enfrentam os desafios e problemas dos bairros, principalmente os da periferia.

"A proposta é ter uma gestão compartilhada e votar sempre com as deliberações dos que compõem o time.  Ou seja, cria-se um ambiente mais plural, além dos posicionamentos neutralizarem interesses pessoais", explicou o movimento em nota distribuída à imprensa.

Nomes e campanha

Os nomes que farão parte dessa candidatura coletiva ainda não foram definidos. O movimento abriu um processo seletivo onde todos os membros puderam sinalizar interesse em ser cocandidatos. A partir daí, são feitas conversas e reuniões para discutir em conjunto quais serão os selecionados.

A ideia é trabalhar com financiamento coletivo de campanha, que será lançado em breve pelo movimento, com foco em doação de pessoas físicas. 

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Entrave

Mesmo que permitido, o lançamento de candidaturas coletivas esbarrava, até pouco tempo, no entrave jurídico, pois o modelo era alvo de contestações pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Apesar de o TSE ainda não ter um parâmetro conclusivo, e também não se posicionar sobre as implicações futuras, movimentos em diversas cidades do Brasil já estão aderindo ao mandato coletivo em busca de uma renovação política. *Com informações da assessoria de imprensa do movimento

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