Agressão
No documento, Serjão também cita uma suposta agressão física do presidente à ex-esposa, que teria registrado o fato em boletim de ocorrência.
Para o denunciante, "as agressões físicas de qualquer natureza, constituem-se uma conduta totalmente incompatível com um membro do parlamento municipal, uma vez que seu papel é travar um embate de ideias e diálogos, utilizando-se de ferramentas de persuasão para assim garantir um Estado Democrático de Direito".
Ele ressalta que violências cometidas no ambiente familiar são repulsivas e não condizentes com a conduta de um homem de família e que as mesmas "humilham" a Câmara e toda população. "Este atentado à moral e aos bons costumes deve ser exemplarmente punido por esta Casa de Leis."
Ainda segundo Serjão, a suposta agressão foi amplamente divulgada nas redes sociais, gerando grande comoção popular, tornando-se público e notório a quebra de decoro parlamentar.
Para embasar o pedido, ele cita o Regimento Interno da Câmara de Valparaíso que diz em seu artigo 87 que a Casa poderá cassar o mandato do vereador quando: "(...) proceder de modo incompatível com a dignidade da Câmara ou faltar com decoro na sua conduta pública".
Provas
As provas da suposta viagem estariam em comprovantes de pagamento e hospedagem e registros de imagens captadas em postos de pedágios do veículo oficial utilizado. De acordo com o denunciante, tais comprovantes seriam de fácil acesso à Casa de Leis.
No caso da suposta agressão, o caso está na Vara Criminal onde estão os autos do processo que investiga o cometimento de violência doméstica.
No documento entregue à Câmara, Serjão anexou cópia do boletim de ocorrência feito pela ex-mulher de Araújo, no dia 15 de setembro deste ano.
No documento, a mulher relata que na tarde de 26 de junho, ela estava em sua residência quando Araújo, na época seu convivente, lhe agrediu pegando em seu pescoço e depois rasgando sua blusa. A briga se deu porque ela teria descoberto suposta traição dele e teria sido presenciada pela irmã e pelo pai dela.
Ela explica que ficou junto com Araújo por 14 anos e afirma que o relacionamento deles sempre foi conturbado, que ele era agressivo com as palavras, porém nunca havia lhe agredido.
Hospital
Na data dos fatos, ela chegou a ir à Santa Casa da cidade para ser medicada, mas não registrou boletim de ocorrência porque não queria prejudicá-lo como vereador.
No dia 2 de setembro, a mulher publicou no seu Facebook um documento que registra seu atendimento na unidade hospitalar após a suposta agressão. “Isso aqui é só uma prévia das minhas inverdades, eu quero apenas paz, o resto a justiça faz...”, escreveu.
Nega