Política

Prefeitura publica exoneração de quatro servidores após operação

Os quatro exonerados ainda ontem pela administração municipal foram presos temporariamente por cinco dias

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
14/08/19 às 10h41
Caminhões que seriam de empresas ligadas ao sindicalista Chinelo foram apreendidas pela Polícia Federal (Foto: Lázaro Jr./Hojemais Araçatuba)

A Prefeitura de Araçatuba (SP) publicou nesta quarta-feira (14), a exoneração dos quatro servidores municipais investigados na operação “#TudoNosso”, deflagrada ontem pela Polícia Federal para cumprir mandados judiciais de prisão contra 15 suspeitos de participarem de um esquema para desviar recursos públicos por meio de licitações fraudulentas.

Os quatro exonerados ainda ontem pela administração municipal foram presos temporariamente por cinco dias. As investigações prosseguem e essas prisões podem ser prorrogadas e até convertidas em preventivas, dependendo do que for apurado pela polícia.

Também foi publicada a exoneração da secretária municipal de Assistência Social, Maria Cristina Domingues, que segundo a Prefeitura, pediu para deixar o cargo para contribuir com o esclarecimento dos fatos.  

Conforme informado no Diário Oficial do município, os exonerados são o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Sanitária, Alexandre Cândido Alves; o diretor do Departamento de Serviços Complementares da Secretaria Municipal de Administração, José Cláudio Ferreira; a diretora do Departamento de Gestão do Sistema Municipal de Assistência Social, Silvia Aparecida Teixeira; e o assessor executivo da Secretaria Municipal de Governo, Thiago Henrique Braz Mendes.

Ainda de acordo com a publicação, todos eles ocupavam cargos de provimento em comissão, ou seja, indicados politicamente.

Cadeia

De acordo com a Polícia Federal, ao todo, foram expedidos 11 mandados de prisão temporária para serem cumpridos em Araçatuba e dez pessoas foram presas ontem. Um dos investigados não foi encontrado.

Todos os presos foram levados para a cadeia de Penápolis, onde devem permanecer até o fim do prazo determinado pela Justiça Federal.

O sindicalista José Avelino Pereira, o Chinelo, acusado de ser o líder do grupo investigado, foi preso em Itatiba (SP) junto com o filho dele, Igor Tiago Pereira, também temporariamente. Eles foram apresentados na Polícia Federal em Campinas, onde ficam presos.

Havia outro mandado de prisão para ser cumprido em Itatiba, mas a pessoa investigada não foi encontrada.

O último mandado de prisão foi cumprido em Jundiaí, totalizando 13 presos de 15 mandados expedidos.

Investigação

O alvo da denúncia é o IVVH (Instituto de Valorização da Vida), que teria ligação com Chinelo. Essa OS (Organização Social) foi contratada pela Prefeitura de Araçatuba em fevereiro de 2018 para gerenciar os serviços da Secretaria de Assistência Social. 

Ainda segundo a investigação, Chinelo teria aberto várias empresas em nome de "laranjas" e até de familiares, para fraudar licitações que eram vencidas por essas empresas e prestava serviços para o IVVH.

A Polícia Federal calcula que nos últimos dois anos, o grupo tenha conseguido desviar cerca de R$ 120 mil por mês por meio dessas fraudes.

A Prefeitura não informou como irá preencher os cargos que ficaram vagos, inclusive o de secretário de Assistência Social.

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