Política

Primeira-dama de Birigui nega declarações feitas a vereador e anexadas em CP

Confirmou que são delas as mensagens trocadas pelo aplicativo WhatsApp, mas que as teria feito em um momento de fúria e que teria sido usada pelo parlamentar

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
02/12/21 às 19h59
A primeira-dama foi ouvida como testemunha de defesa, arrolada pelo prefeito Leandro Maffeis (Foto: Reprodução/TV Câmara)

A primeira-dama de Birigui (SP), Silvana Caetano Gomes Leal Milani, disse em depoimento nesta quinta-feira à CP (Comissão Processante) que investiga suposta fraude no contrato emergencial com a OSS (Organização Social de Saúde) que gerencia o pronto-socorro municipal, que são falsas as declarações feitas por ela, em mensagens trocadas pelo aplicativo WhatsApp, com o vereador André Fermino (PSDB).

Essas conversas foram anexadas nos autos e apresentadas durante o depoimento. Nelas, entre outras coisas, a primeira-dama afirma que fez uma ligação de vídeo para o prefeito Leandro Maffeis (PSL) na noite de 14 de julho, quando ele estaria em um restaurante em São Paulo, jantando com o advogado Thiago de Carvalho Zingarelli, com o secretário municipal de Governo, Paulo Henrique Marques de Oliveira, e com o chefe de Gabinete da Prefeitura, Alex Brasileiro.

Na versão de Silvana em depoimento, ela passou a trocar mensagens com o vereador após uma live feita pelo prefeito, pelo secretário de Governo e pelo advogado, para esclarecer os fatos da denúncia que resultou na CP.

Disse ainda que quis conversar com André Fermino para se desculpar pelo que teria sido dito sobre o pai dele, o ex-vereador José Fermino Grosso, autor da denúncia na Câmara, durante a live.

Usada

Ainda segundo a primeira-dama, ela fez tais declarações em um momento de fúria, diante das informações sobre possível traição a ela por parte de Leandro Maffeis. Alegou ainda que acabou sendo usada pelo parlamentar, que aproveitou desse momento de fraqueza e expos essas conversas.

Falou ainda que mentiu para o vereador quando disse a ele que teria feito a chamada de vídeo com o prefeito enquanto ele estava no jantar. Segundo Silvana, André Fermino teria dito a ela que tinha fotos de Maffeis no restaurante e ela queria induzi-lo a apresentar essas fotos.

Disse ainda que quando escreveu que “ele estava mentindo” , se referia a questões “envolvendo mulher” e não relacionadas a assuntos ligados à administração municipal, pois sempre considerou o marido dela um excelente administrador.

Constrangimento

Durante o depoimento, o vereador Marcos Antônio Santos (PSL), o Marcos da Ripada, membro da comissão, não quis fazer perguntas à primeira-dama, sob argumento de que estava constrangido por expor uma questão familiar e pessoal.

Silvana também reclamou de ter ficado aguardando desde o início da manhã para prestar o depoimento somente no meio da tarde e afirmou que toda essa exposição trouxe problemas a ela e aos filhos dela.

O advogado de defesa interveio quando o relator da CP, vereador Wagner Mastelaro (PT), fazia questionamentos, os quais alegou serem de cunho pessoal. Houve bate-boca e Marcos da Ripada deixou o plenário, alegando que não faria parte da situação que considerou constrangedora, "em respeito às mulheres" .

Testemunha de defesa

O presidente CP fez questão de esclarecer que quem convocou a primeira-dama como testemunha foi o prefeito Leandro Maffeis. Disse ainda que foi opção do advogado de defesa deixá-la aguardando, para ser a última das testemunhas de defesa a prestar depoimento, o que a fez ficar esperando por várias horas.

Vereador reafirma que foi procurado pela primeira-dama para troca de mensagens

O vereador André Fermino (PSDB) reafirmou ao Hojemais Araçatuba que foi a primeira-dama de Birigui, Silvana Caetano Gomes Leal Milani, quem o procurou por meio do aplicativo WhatsApp, para conversar sobre as denúncias feitas contra a atual administração municipal.

Ele confirmou que passaram a trocar mensagens pelo aplicativo de conversas no Facebook, onde ela pediu desculpas pelo que estava sendo dito em uma live feita pelo prefeito para tratar sobre o teor da denúncia.

Em seguida, ela o teria chamado pelo aplicativo WhatsApp, feito as declarações, que considerou verdadeiras, apesar de agora ela alegar ser mentira, mas que em momento nenhum quis expor a vida pessoal dela ao apresentar cópias das conversas à CP (Comissão Processante). "Diante da gravidade das informações passadas por ela, era minha obrigação tomar alguma providência", argumenta.

Conversas

André Fermino informa ainda que não expos nenhuma conversa de cunho pessoal, apenas as que considerou de interesse da comissão, por estar relacionada ao advogado da gestora do pronto-socorro municipal.

Ele afirma que está de posse da íntegra da conversa, que pode ser apresentada à CP, caso seja necessário.

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