Os partidos políticos PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), em conjunto com o Coletivo Juntos, protocolaram na Prefeitura de Araçatuba (SP) na tarde de quarta-feira (14), um projeto propondo a instituição de um programa de renda básica emergencial municipal, denominado de “Bora Araçatuba” .
Ele é baseado no programa Bora Belém, implementado pela Prefeitura de Belém, por iniciativa do prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL-PA), e na proposta de renda básica estadual apresentada pela deputada estadual Mônica da Mandata Ativista (PSOL-SP).
A proposta é o pagamento de R$ 250,00 mensais, em 12 parcelas, aos beneficiários do Programa Bolsa Família. A justificativa é o crescente índice de vulnerabilidade socioeconômica e pobreza extrema.
Segundo pesquisa do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), atualmente há no Brasil, 17,3 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza, vivendo com menos de R$ 10,00 por dia.
“Entendo que a redução drástica do auxílio emergencial, aliada à falta de perspectiva de melhora da economia e da crescente alta nos preços de itens básicos como alimentos, gás e afins, são uma combinação perfeita para uma pandemia de pobreza extrema, marcada pela histórica desigualdade presente em nosso País”, comenta Matheus Lemes, que é integrante do Coletivo Juntos.
Para ele, medidas de distribuição emergencial de renda são necessárias para reverter esse ciclo, manter o poder de compra da população e consequentemente, estancar a queda da atividade econômica.
