Política

Vereador de Birigui manifesta repúdio à invasão de igreja em Curitiba

O fato ocorreu no último sábado (5), em manifestação contra a morte do refugiado congolês Moïse Mugenyi

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
10/02/22 às 18h26
Pastor Reginaldo lembra que a Constituição Federal assegura a todos a liberdade de consciência e crença (Foto: Arquivo)

O vereador Reginaldo Fernando Pereira, o Pastor Reginaldo (PTB), de Birigui (SP), protocolou na Câmara, nesta quarta-feira (9), uma moção de repúdio contra a invasão liderada pelo vereador Renato Freitas à Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Curitiba (PR).

O fato ocorreu no último sábado (5), em manifestação promovida pelo Núcleo Periférico de Curitiba  em protesto contra a morte do refugiado congolês Moïse Mugenyi, de 24 anos, perto de um quiosque, no Rio de Janeiro, no último dia 24. A família do jovem imigrante diz que ele trabalhava no local e foi espancado até a morte por cinco homens depois de cobrar salários atrasados.

Após o crime, centrais sindicais convocaram seus membros para reforçar os atos pedindo justiça por todo o País. Em Curitiba, a ação foi agendada para ocorrer no Largo da Ordem, em frente à Igreja do Rosário. No entanto, em certo momento, o grupo de manifestantes se dirigiu para o interior da igreja,  interrompendo uma celebração religiosa em curso. 

"A manifestação e invasão foi conduzida pelo vereador Renato Freitas (PT), onde dezenas participantes com bandeiras do PT e PCB entraram a força no templo gritando palavras de ordem como "racistas" e "facistas'", constrangendo os fiéis ali presentes, ignorando a solicitação do padre que desejava dar continuidade à celebração da missa", destaca o vereador na moção. 

Constitucional

O vereador, que é líder religioso em Birigui, lembra que a Constituição Federal assegura a todos a liberdade de consciência e crença e que o Código Penal prevê os chamados crimes contra o sentimento religioso.

"Não é possível e completamente inadmissível que um grupo, sob o pretexto de realizar uma manifestação, dirija-se ao interior de um templo religioso, interrompa uma cerimônia em curso e profane o espaço para proferir palavras de ordem. Longe de configurar legítimo exercício de direito, trata-se de prática suscetível de sanção penal", diz o pastor no documento.

Pastor Reginaldo ressalta que respeita todas as religiões e defende a liberdade de crença e culto, por isso manifesta seu repúdio à profanação do templo religioso, bem como a conduta do vereador Renato Freitas.

"No papel de parlamentar e representante popular, (Freitas) deveria pautar suas ações com base nos ditames constitucionais, mas assim não procedeu; sua conduta não observa o compromisso assumido como um representante do povo, no sentido de preservar a democracia e a harmonia social, respeitar e cumprir a Constituição Federal, a Constituição do Estado, a Lei Orgânica do Município e as normas internas da Câmara Municipal", finaliza.

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