Política

Vereador quer limite em despesas do Executivo com publicidade

Projeto de lei que estabelece gastos de até 0,04% da receita teve parecer contrário da Procuradoria Legislativa, mas Arlindo Araújo pede a reconsideração

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
18/10/20 às 19h49
Ordem do Dia desta segunda-feira (19) tem três itens para discussão (Foto: Angelo Cardoso/Câmara de Araçatuba)

O vereador Arlindo Araújo (MDB) quer a reconsideração da decisão de não recebimento de projeto de lei de sua autoria que “estabelece limites e critérios para as despesas do Executivo Municipal relativas à contratação de serviços de propaganda e publicidade”. O texto foi considerado ilegal pela Procuradoria Legislativa da Câmara de Araçatuba (SP), sob o argumento de vício de iniciativa.

O projeto de lei prevê que as despesas no segmento não podem exceder 0,04% da receita corrente líquida do município, somando recursos gastos com a divulgação de políticas públicas, realizações, programas institucionais e sociais e qualquer outra mensagem cuja concepção, elaboração ou difusão seja custeada com recursos públicos.

Considerando os números de Araçatuba, cuja arrecadação prevista para 2020 é de R$ 691,5 milhões (dados do Portal da Transparência, atualizados até 14 de outubro), a Prefeitura poderia gastar até  o município R$ 276,6 mil, por exemplo.

A exceção seria apenas em estado de calamidade pública, estado de defesa ou estado de sítio, unicamente para informar a população sobre condutas necessárias ao restabelecimento de sua segurança.

A matéria também veda gastos com divulgação de obras inacabadas, em andamento ou a se iniciarem, sem a devida previsão de sua conclusão.

Requerimentos

Os gastos com publicidade pela administração tema é recorrente na Câmara. Em 2018, por exemplo, Arlindo questionava os R$ 2 milhões destinados a propaganda previstos no orçamento de 2017, enquanto os gastos com medicamentos, no mesmo período, seriam de R$ 3 milhões.

Agora, com a pandemia, o assunto foi retomado. “Este é um momento importante de reflexão no qual sacrifícios são necessários, sendo cortes nos gastos governamentais inevitáveis”, diz o vereador na justificativa.

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Outros

Também na sessão desta segunda-feira (19) serão apreciados outros dois projetos.

Conforme pedido de urgência feito pela vereadora Tieza Marques (PSDB), está na Ordem do Dia projeto de lei enviado pela Prefeitura que busca criar o CMTER (Conselho Municipal do Trabalho, Emprego e Renda) e o Fundo Municipal do Trabalho, Emprego e Renda.

Pela proposta, o conselho ficará vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Relações do Trabalho, órgão colegiado, tripartite e paritário de caráter permanente e deliberativo.

Subsídio

Assinado pelos integrantes da Mesa Diretora, será também analisado pelos parlamentares um projeto de resolução que fixa o subsídio dos vereadores para a 18ª legislatura (2021-2024). De acordo com o texto, o subsídio dos parlamentares permanece fixado em R$ 6.502,25, o mesmo valor definido, sem alterações, para a atual legislatura.

Transmissão

Os trabalhos legislativos serão transmitidos ao vivo, a partir das 19h, pela TV Câmara (Canal 6 do Sistema Net de TV a Cabo), TV Noroeste (Canal 19.1 em sinal abertos e pelas redes sociais.

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