Política

Vereadores aprovam três projetos do Executivo em sessão extraordinária em Birigui

Sessão teve discussão sobre ajuda a entidades assistenciais e erros em projetos enviados ao Legislativo

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
28/07/20 às 22h14

Os vereadores de Birigui (SP) aprovaram três projetos do Executivo em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (28). Entre eles, o repasse de R$ 1,6 milhão para a Santa Casa de Misericórdia de Birigui, recursos de emenda parlamentar.

O plano de trabalho apresentado pelo hospital à Secretaria Municipal de Saúde tem como valor para o convênio o total de R$ 1.634.824,00, que serão para custeio com medicamentos, materiais hospitalares, gases medicinais e plantões médicos.

Durante a votação do texto, o vereador César Pantarotto Júnior (PSD) levantou a discussão de ajuda a entidades beneficentes do município que estão com dificuldades nesse momento de crise.

De acordo com Cesinha, parte do recurso destinado ao hospital (R$ 400 mil) deveria ser entregue à Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), conforme desejo do parlamentar Roberto de Lucena (Podemos, antigo partido de Cesinha). No entanto, como o recurso não pode ser desmembrado, houve um pedido para que o município olhasse as necessidades dessas entidades.

O líder do prefeito na Casa, Andrey Fernando Servelatti (Cidadania), se comprometeu a discutir o problema e tentar uma solução com o prefeito Cristiano Salmeirão (PTB).

O projeto foi aprovado por unanimidade. 

Repasses

Entre os meses de abril e junho deste ano, a Prefeitura de Birigui já empenhou mais de R$ 3,2 milhões para a Santa Casa para serem aplicados no combate à covid-19. Os números estão no Portal da Transparência e são referentes apenas à prestação de contas dos valores investidos nesta pandemia.

A reportagem questionou os valores repassados ao hospital ao longo do ano, tanto os voltados para o combate ao novo coronavírus quanto os convênios para atendimento da população. Porém não recebeu nenhum retorno.

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Natal Masson

Também foi aprovado por unanimidade e sem discussão o projeto que regulariza o alargamento da rua Natal Masson, com pagamento de compensação à ACENBB (Associação Cultural Esportiva Nipo-Brasileira de Birigui). O projeto considera o decreto n° 5.386, de 2 de março de 2.015, que declarou a área como sendo de utilidade pública, para fins de desapropriação.

A área é avaliada em R$ 462.656,00, no entanto, como foram feitas obras de infraestrutura -orçadas em R$ 237.750,84 - como execução de guia e sarjeta, pavimentação asfáltica, calçada e muro, no trecho pertencente à associação, será pago apenas o valor remanescente de R$ 224.905,16.

Créditos

Mesmo com o apontamento de erros, foi aprovado o texto para abertura de crédito adicional especial nas leis orçamentárias. Um dos créditos refere-se à inclusão de novo elemento econômico para adequar o pagamento de benefícios previdenciários como auxílio-doença, salário-maternidade, salário-família, auxílio-reclusão e auxílio acidente de trabalho, que passaram a ser de responsabilidade do município. O valor total é de R$ 26 mil, composto de recursos próprios e também transferências federais.

E o outro crédito aprovado tem como objetivo a regularização do pagamento de nota fiscal em aberto, referente a serviços prestados em 2016. Trata-se de contrato com empresa para transporte de alunos cujo valor recebeu reajuste de 10,67% naquele ano, mas não foi pago. O recurso a ser acrescentado no orçamento tem valor total de R$ 323,5 mil.

Embora aprovado por maioria, recebendo 13 votos favoráveis, foram contrários os vereadores Benedito Dafé Gonçalves Filho (PSD) e Cesinha. Rogério Guilhen (PSD) não participou da sessão.

Erros

Para Cesinha, o projeto deveria ser retirado, pois possui erros, como a divergência entre o valor numérico a ser pago e o correspondente por extenso escrito erroneamente. Além desse erro formal, o vereador cobrou o encaminhamento de alguns documentos que comprovem realmente o valor devido, como as notas fiscais, que não estavam anexados ao projeto.

Dafé emendou citando que não é o primeiro projeto com erros que aparece para ser votado na Casa e de que não havia urgência na votação. “Isso aqui é desespero. Será que tem coisa errada?”, indagou, lembrando que por ser sessão extraordinária, os textos não passam pelo Jurídico e nem pelas comissões.

A matéria, no entanto, foi defendida pelo presidente Felipe Barone Brito (Avante) e por Andrey Servelatti. O líder confirmou o erro de grafia no texto, mas que avisou aos colegas que poderiam votar tranquilamente, pois a questão seria resolvida.

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