Com 13 votos favor e um contra, os vereadores de Araçatuba (SP) autorizaram a Prefeitura a financiar R$ 26 milhões junto à Caixa Econômica Federal para obras de infraestrutura. O único voto contrário foi do vereador Arlindo Araújo (Cidadania). A presidente da Casa, vereadora Tieza Marques (PSDB), não vota nesse tipo de matéria.
Com a autorização do Legislativo em sessão extraordinária, o financiamento será contratado e deverá ser pago em dez anos, dos quais, dois serão de carência, com juros de 5,4% ao ano mais CDI.
Os recursos serão liberados em cinco parcelas de R$ 5,2 milhões para custear um pacote que inclui 13 obras de infraestrutura.
Defesa
Embora tenha sido aprovado com folga, o fato da Prefeitura estar fazendo um empréstimo a ser quitado num período de tempo que compreende administrações futuras, foi criticado até mesmo por vereadores que foram favoráveis à matéria.
O vereador Cido Saraiva (MDB) disse estar preocupado com a situação financeira do município e do País, mas que não poderia votar contrário a esse financiamento que irá beneficiar bairros da periferia como o Mão Divina e o Jardim Moreira, uma vez que votou favorável ao empréstimo de R$ 13 milhões para a obra de prolongamento da avenida Joaquim Pompeu de Toledo.
Nenhum parlamentar questionou a relevância das obras e todos concordaram que, se implementadas como estão no projeto, podem colaborar para o desenvolvimento de Araçatuba.
Líder do governo na Câmara, o vereador Jaime José da Silva, o Dr. Jaime (PTB), comemorou a vitória larga do Executivo. Para ele, a presença de pessoas não ligadas diretamente à política foi fundamental para dar segurança aos vereadores na hora de votar.
“Nós temos vários órgãos de controle que já participaram da avaliação das condições do financiamento e do pagamento. E a realidade com que se encarou a necessidade desse dinheiro também é fundamental,” afirmou durante discurso.
Contra
Único parlamentar a votar contra o projeto, o vereador Arlindo Araújo (Cidadania) fez críticas ao fato da Prefeitura estar fazendo um empréstimo, ao invés de ter criado mecanismos como extinção de secretárias, por exemplo, para poder economizar o dinheiro e utilizar recursos próprios.
“O prefeito disse em campanha que iria diminuir o número de secretarias e ele não fez isso, não extingui nenhuma. Se tivesse feito isso teria como economizar. Por isso que eu votei contrário ao projeto, pois isso vai comprometer as duas próximas gestões e isso é temerário”.
Planejamento
O secretário municipal de Planejamento, Tadeu Consoni, afirmou em coletiva após a votação que os engenheiros da pasta já estão trabalhando para a execução das obras. “Temos quatro engenheiros pelo menos já cuidando desses projetos e a expectativa é que nós possamos estar dando ordem de serviço já em outubro”.
Ainda segundo Consoni, as obras que agora poderão ser financiadas já faziam parte de um plano traçado antes mesmo da eleição do prefeito Dilador.
Sobre os juros que serão pagos pela administração municipal, ele lembrou obras como a da construção do calçadão, pelo então prefeito Sidney Cinti, e a retirada dos trilhos da linha férrea da avenida dos Araçás, que foram questionadas.
“Araçatuba não quebrou com isso e essas obras que nós faremos agora darão condições pra novos empreendimentos na cidade”, argumentou.