Com 11 votos favoráveis e quatro contrários, a Câmara de Birigui (SP) acatou o veto do prefeito Cristiano Salmeirão (PTB) que barrou o reajuste dos salários do prefeito e do vice Carlito Vendrame (PSD), em 4%. Sem o aumento, ambos continuarão a receber R$ 16.827,31 e R$ 5.609,10, respectivamente.
A manutenção do veto do Executivo foi o assunto mais polêmico da 7ª sessão realizada nesta terça-feira (2) pela Câmara de Birigui. Os quatro parlamentares que votaram pela derrubada do veto foram: Ferrari (DEM), Cesinha Pantarotto (Podemos), José Fermino Grosso (DEM) e Pastor Reginaldo (PTB).
Durante uso da palavra Firmino (DEM) disse que o prefeito “queria fazer política” ao não aceitar o aumento e foi acompanhando por Cesinha (Podemos) que alfinetou: “Quando o prefeito abre mão da reposição salarial, alguns funcionários públicos que têm seus salários baseado no do prefeito estão ficando sem reposição por causa de politicagem.”
Segundo a assessoria de imprensa da Casa, a revisão geral anual repõe as perdas da variação da inflação, que fechou 2018 em 3,75%, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O reajuste atingiria cerca de cem servidores que têm parte dos vencimentos subtraídos todos os meses, uma vez que, conforme estabelecido pela Constituição, o valor pago a servidores municipais jamais pode ser maior que o subsídio do prefeito.
Dengue
As ações feitas pela Prefeitura para o combate a dengue também foram alvo de críticas pelos parlamentares. Birigui soma mais de 2.700 notificações de dengue. Rogério Guilhen (PV) comentou resposta a requerimento enviado pela Prefeitura sobre participação no programa Cidade Limpa - ação da TV Tem em parceria com as prefeituras, que visa recolher objetos que podem vir a se tornar criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Transmissão
Os vereadores ainda repercutiram a recente mudança na forma de transmissão das sessões. Agora, a única maneira de acompanhar a reunião, fora do plenário, é via internet e não mais pela televisão ou rádio.
O vereador Eduardo de Luca, o Eduardo Dentista (PT), afirma que não é contrário à economia feita pelos cortes, mas que está preocupado com o alcance das transmissões. “Quando a gente deixa um único grupo detentor das nossas informações, eu tenho que ficar preocupado. A gente tem que diversificar a forma de informação.”