De acordo com o psicólogo Davi Ferreira, especialista em
Terapia Cognitivo Comportamental
, a ideia do projeto surgiu quando ele percebeu a grande demanda dos profissionais da educação pelo suporte psicológico, mas que encontravam a dificuldade de pagar por uma sessão.
“A iniciativa do acolhimento psicológico com preço social para professores surgiu durante minha participação no podcast do
Sala dos Professores
, em junho deste ano, quando fui falar sobre saúde mental. Em meio ao bate-papo, junto com a interação dos professores percebi a necessidade de dar suporte a esse público”,
explica Davi.
A coordenadora pedagógica Taís Rêgo, 34, soube dessa iniciativa por meio das redes sociais e procurou atendimento para ela e para os colegas de trabalho. Em sua avaliação, a iniciativa é positiva e está possibilitando melhor engajamento no seu serviço.
“A sensação é de que não pulamos uma etapa difícil, passamos por situações de estresse, de ter que lidar com o novo de uma forma imediata sem poder passar insegurança para nossos alunos, o que foi uma dificuldade muito grande para os professores. Então, eu acredito que todo acompanhamento com equipe multiprofissional é válido e ajuda o professor a lidar com as questões de estresse e insegurança”,
pontua a coordenadora.
Atendimento
Professores interessados em receber suporte psicológico com preço social poderão agendar atendimento a partir de setembro, enviando mensagem para o Instagram
@psidaviferreira
. As consultas serão on-line para atender aos profissionais de qualquer lugar do Brasil, e presencial para residentes em Salvador.
Outra oportunidade é o projeto Apoiar - atendimento on-line, da Universidade de São Paulo, que oferece suporte psicológico gratuito para cidadãos residentes em qualquer cidade brasileira. Para receber atendimento os interessados devem enviar e-mail para: apoiar@usp.br.
E não para por aí! O Instituto Cactus, em parceria com a Casa de Marias, desenvolveu um projeto social de assistência psicológica gratuita durante a pandemia, para pessoas em situação de vulnerabilidade.
De acordo com a coordenadora geral da Casa de Marias, a missão do projeto
“é cuidar, escutar e acolher, promovendo processos terapêuticos e curativos não só dentro dos consultórios, mas fora deles também".
As vagas para os atendimentos abrem toda segunda-feira e são ofertadas em dois formatos: grupos de acolhimento e plantões que visam atender demandas pontuais e emergenciais. Para consultar a disponibilidade de vaga é preciso entrar em contato pelo número de WhatsApp (11) 95851-3330.