A busca por alternativas à cirurgia de coluna tem levado cada vez mais pessoas à clínica Doutor Hérnia, em Araçatuba. Presente no município há cerca de quatro anos, a unidade é gerida pelo fisioterapeuta Matheus Prado, que destaca o foco em tratamento conservador, baseado em avaliação criteriosa e acompanhamento personalizado.
Segundo ele, a chegada da clínica à cidade atendeu a uma demanda reprimida.
“Trouxemos a clínica para que a população da região tivesse mais acesso à qualidade de vida e melhora das patologias de coluna”
, afirma.
De acordo com o fisioterapeuta, grande parte dos pacientes procura a unidade tentando evitar um procedimento cirúrgico ou após passar por diferentes abordagens sem alcançar os resultados esperados.
“Normalmente essa dor não é normal, porque sentir dor não é normal. Muitos pacientes nos procuram após um longo período de dor e tratamentos que não deram resultados",
explica.
Ele ressalta que a dor persistente pode ser um sinal de que o problema está evoluindo.
“Por mais que a dor ainda seja mínimar, é importante procurar ajuda, pois muitas vezes o início das dores está ligado ao início do problema e, por isso, a resolução tende a ser mais rápida e menos dolorida”
, orienta.
Avaliação e tratamento individualizado
Os sintomas mais comuns relatados pelos pacientes incluem dores que irradiam para braços e pernas, torcicolo, lombalgia, formigamento, perda de força e até dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia.
“Muitos perdem qualidade de vida porque não conseguem trabalhar direito, cuidar dos filhos ou ter momentos de lazer com a família”
, diz Matheus.
Na clínica, o primeiro passo é a avaliação detalhada. O profissional explica que existem casos em que a cirurgia é necessária, mas que isso não é a realidade da maioria.
“A partir dos testes realizados, conseguimos fazer o diagnóstico diferencial e direcionar o paciente com segurança, se o caso é compatível com tratamento conservador ou se é um quadro indicativo de cirurgia.”
Matheus também destaca a análise das chamadas bandeiras vermelhas e amarelas, que são sinais de alerta no quadro clínico.
“Conseguimos identificar quando é preciso encaminhar para cirurgia e quando é possível seguir com o tratamento não cirúrgico. Em alguns casos, trabalhamos em parceria com o médico responsável para definir a melhor conduta.”
Outro ponto enfatizado é que, mesmo com diagnósticos parecidos, cada paciente responde de forma diferente.
“Cada corpo é um corpo, cada um tem um histórico. Mesmo que a patologia seja a mesma, o processo de reabilitação não necessariamente será igual. Por isso, a avaliação específica e o tratamento individualizado são fundamentais.”
Além do tratamento, a clínica orienta mudanças de hábitos e cuidados com a postura.
“Não existe nada que o paciente não possa fazer, mas a forma como isso é feito interfere diretamente na saúde da coluna. A prática de atividade física e ajustes na rotina ajudam a reduzir sobrecargas”
, afirma.
A prevenção também faz parte da proposta, inclusive para quem ainda não sente dor.
“Se há histórico familiar de problemas de coluna, é importante procurar avaliação mesmo sem sintomas. E, desde a pré-adolescência, já é indicado observar questões posturais para evitar problemas futuros”
, completa o fisioterapeuta.