Muitos empresários ainda acreditam que aumento no faturamento é sinal automático de sucesso financeiro. No entanto, segundo Éderson Leandro Rigon, sócio da Master Prime Contabilidade, de Araçatuba, essa é uma das confusões mais comuns dentro das empresas. De acordo com o contador, faturamento e resultado financeiro são situações completamente diferentes dentro de um negócio. Enquanto o faturamento representa o valor total das vendas realizadas, o resultado está relacionado ao que realmente sobra para a empresa após pagamento de custos, despesas, impostos e demais compromissos financeiros.
“Faturamento alto não significa que uma empresa é saudável. Muitos empresários olham apenas para o faturamento e acreditam que se as vendas estão crescendo, então o negócio está indo bem” , afirma Rigon. Ele explica que o crescimento nas vendas pode, inclusive, esconder problemas internos que acabam passando despercebidos na rotina da empresa.
Crescimento pode mascarar falhas na empresa
Segundo Rigon, é comum encontrar empresas vendendo cada vez mais, mas ainda enfrentando dificuldades financeiras, problemas no caixa e falta de previsibilidade. “Faturamento é apenas o valor total das vendas. Resultado é aquilo que de fato sobra no final. E são coisas completamente diferentes” , destaca.
O contador cita que problemas como margem de lucro baixa, preços mal calculados, crescimento descontrolado de custos, impostos sem planejamento e fluxo de caixa desorganizado podem comprometer os resultados da empresa mesmo em períodos de vendas elevadas. “Enquanto o empresário comemora o aumento de vendas, o problema vai crescendo silenciosamente dentro da empresa” , ressalta.
Rigon também destaca a importância do acompanhamento consultivo para que o empresário consiga entender a situação real do negócio e tomar decisões mais estratégicas. “Uma empresa saudável não é aquela que vende mais. É aquela que cresce com lucro, estratégia e gestão” , afirma.
Ao final, o contador deixa um alerta sobre os riscos da falta de planejamento financeiro nas empresas. “Venda sem gestão só acelera o risco” , conclui.
