Segundo Rigon, é comum encontrar empresários que vendem bem, mas não têm clareza sobre margens, custos e desempenho. Essa falta de organização dos números leva o negócio a operar no escuro, dificultando decisões estratégicas e reduzindo a previsibilidade do caixa.
Ele explica que, quando os dados não estão estruturados, o instinto acaba assumindo o comando. A intuição tem seu valor, mas não substitui indicadores sólidos. Como ele resume,
“quando o número não está claro, o feeling assume o comando”
. Esse cenário, segundo o contador, pode comprometer margem, fluxo de caixa e capital de giro, criando fragilidades que passam despercebidas.
Rigon ressalta que muitas empresas acreditam estar crescendo apenas porque faturam mais, mas acumulam prejuízos silenciosos por falta de controle. Ele destaca que é possível expandir a operação sem ganhar saúde financeira, o que coloca o futuro do negócio em risco.
Para demonstrar como a ausência de dados prejudica a gestão, o contador faz perguntas diretas para seus clientes sobre lucratividade, custos e desempenho. Muitas vezes, o empreendedor não consegue responder porque não possui números confiáveis. Por isso, ele reforça que a falta de informação não significa falta de esforço, mas limitações no acompanhamento financeiro.
Atuando como contador consultivo e mentor empresarial, Rigon transforma dados dispersos em decisões estratégicas, com foco em previsibilidade. Para ele, empresas saudáveis são as que conhecem profundamente seus números e não deixam a intuição se sobrepor às análises.
