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AGOSTO DOURADO: Amamentar vai além de ter leite no peito

Consultora de amamentação explica que é preciso apoiar a mulher durante o aleitamento materno

Daniela Galli - Hojemais Três Lagoas
03/08/21 às 10h00

O ‘Agosto Dourado’ chega este ano com boas notícias: os índices de aleitamento materno estão aumentando no Brasil. As informações fazem parte do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil do Ministério da Saúde. 

Em comparação com os últimos 34 anos, o índice de amamentação exclusiva em crianças menores de quatro meses aumentou cerca de 13 vezes. Além de beneficiar todo o planeta a amamentação é capaz de reduzir em até 13% a mortalidade por causa evitáveis em crianças menores de cinco anos. A cada ano que a mulher amamenta, o risco de desenvolver câncer de mama diminui em 6%.

Segundo a consultora de amamentação Giselly Ramos uma das dúvidas mais recorrentes das mulheres que a procuram é se vão ou não ter leite suficiente para o bebê depois do nascimento. Ela explica que o corpo da mulher, ainda na gestação, já se prepara para este momento. “Desde a metade da gestação já acontece a produção de colostro, pois esta tarefa é basicamente hormonal e não depende de nada que façamos”.

O que vai garantir a boa produção de leite, segundo ela, é o estímulo frequente e a boa remoção do leito pelo bebê. “Importante lembrar que não existe leite fraco, o que existe é baixa produção de leite”.

 

Giselly diz ainda que é normal aumentar a sensibilidade dos seios assim que o bebê começa a mamar. Isso não indica que a mulher deva sentir dor. “Se isso acontecer, algo está errado. O bebê pode não estar pegando o seio da maneira correta, ou pode haver fissuras nas mamas”. Outra causa é o ‘frênulo lingual’, a famosa ‘língua presa’. 

Ela revela que todas essas dificuldades podem ser identificadas por uma consultora de amamentação e é ela quem vai saber também indicar a necessidade de envolver outros profissionais quando necessário. 

ALIMENTAÇÃO DA MÃE

Há um mito antigo que diz que a alimentação da mãe pode causar cólicas nos bebês, porém a consultora revela que não há evidência científica que comprove que as dores sejam causadas por qualquer alimento. 

Mesmo assim ela recomenda que o consumo de café e chocolate, por exemplo, sejam feitos com moderação porque tudo em excesso faz mal. “Só é preciso restringir totalmente a o consumo da mãe de leite e derivados se o bebê for diagnosticado com alergia à proteína do leite de vaca. 

Já as mamães cervejeiras devem esperar um pouco mais antes de consumir bebidas alcoólicas. “A ingestão de bebidas alcoólicas durante a gestação e a lactação afeta o metabolismo materno e repercute no desenvolvimento do recém-nascido”. Giselly salienta que a ingestão de álcool pode comprometer a saída de leite materno.


POLÍTICAS PÚBLICAS

Ainda que o aleitamento tenha aumentado, as taxas globais ainda são baixas, segundo Giselly. Isso poderia ser diferente se houvesse mais atenção à esta área. “Amamentação é questão de saúde pública, é preciso esforço e investimento em nível social. É importante que haja políticas públicas para incentivar e promover o aleitamento materno”.

Ela fala também que todos os profissionais de saúde e que estejam envolvidos em serviços de saúde materno infantil devem ser treinados em aconselhamento sobre amamentação. “Os ambientes de trabalho podem também estimular essa prática com um local confortável para a amamentação, ordenha e armazenamento do leite”.

REDE DE APOIO

A rede de apoio ao redor da mulher que amamenta também é muito importante. “Muitas famílias não entendem que a amamentação pode ser um grande desafio. É necessário apoiar, escutar, sem julgamentos, sem palpites; ter empatia (se colocar no lugar da mãe), se informar sobre a amamentação antes do bebê nascer, ajudar a posicionar o bebê no seio”. 

Outras dicas dadas pela consultora vão além de estar próximo ao momento do aleitamento. “Faça o almoço, lave a louça, pergunte o que a mãe precisa para se sentir melhor, ou ainda deixe marmitinhas prontas e congeladas para facilitar o dia a dia”.


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