A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quinta-feira (27) a resolução que determina a interdição cautelar de todos os lotes do Creme Dental Colgate Total Clean Mint. A medida foi tomada após relatos de reações adversas associadas ao uso do produto, cuja formulação contém fluoreto de estanho, um agente utilizado para o cuidado bucal.
A decisão foi baseada em uma avaliação de risco realizada pela Anvisa, que identificou um número significativo de efeitos indesejáveis relatados por consumidores do produto, lançado no Brasil em julho de 2024 com uma nova formulação. Os usuários relataram sintomas como lesões bucais, sensação de queimação, inflamação gengival, edema labial e dor intensa, afetando a qualidade de vida e, em alguns casos, resultando em custos médicos e afastamento do trabalho.
A interdição é válida apenas para o Creme Dental Colgate Total Clean Mint, registrado no processo 25351.159395/2024-82, sem impactar outras variantes do produto, que seguem disponíveis para comercialização. Segundo a Anvisa, após contato com a fabricante, foi constatado um aumento expressivo na taxa de eventos adversos da nova fórmula em comparação com a anterior.
O que fazer se você tem o produto?
A Anvisa orienta os consumidores a não utilizarem o Colgate Total Clean Mint até a conclusão das investigações. Para verificar se o produto em casa está interditado, recomenda-se conferir na embalagem secundária (cartucho de cartolina) o número do processo 25351.159395/2024-82 ou, se possuir apenas a bisnaga, verificar na composição se há a substância fluoreto estanoso.
A interdição cautelar tem prazo de 90 dias, conforme a Lei 6.437/1977, e durante esse período, o creme dental não deve ser comercializado ou consumido.
Consumidores que apresentarem efeitos indesejados após o uso do produto devem comunicar imediatamente à Anvisa pelos canais de notificação:
A Anvisa reforça que não há, no momento, determinação de recolhimento do produto, mas os pontos de venda devem mantê-lo separado e fora da exposição ao público. Além disso, as vigilâncias sanitárias locais estão orientadas a impedir a circulação do creme dental interditado.
