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Brasil sai novamente do Mapa da Fome, indica relatório da ONU

Relatório da FAO indica que menos de 2,5% da população brasileira está em situação de subnutrição, tirando o país do Mapa da Fome após três anos.

Andressa de Paula - Hojemais Três Lagoas
29/07/25 às 08h37
Foto: Reprodução/Lyon Santos/MDS

Durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU (UNFSS+4), realizada na Etiópia, foi anunciado que o Brasil está oficialmente fora do Mapa da Fome. A informação consta no relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025) , divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O país alcançou o patamar inferior a 2,5% da população em situação de subnutrição, limite utilizado como critério pela FAO para definir a presença ou não de um país no Mapa da Fome. O índice considera a média trienal de dados, e para o período de 2022 a 2024, o Brasil voltou a ficar abaixo desse limite.

A última vez que o Brasil havia saído do Mapa da Fome foi em 2014. No entanto, voltou a constar no indicador no triênio 2018/2020, em um cenário agravado por crises econômicas e sociais. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. A reversão do quadro se deu em apenas dois anos, mesmo após 2022 ser considerado um dos momentos mais críticos da fome no país.

O principal indicador utilizado pela FAO para monitorar a segurança alimentar nos países é a Prevalência de Subnutrição (PoU). Esse índice leva em conta:

  • A disponibilidade de alimentos no país (produção interna, importações e exportações);

  • O consumo efetivo de alimentos pela população, considerando diferenças socioeconômicas;

  • A necessidade calórica média diária por pessoa, definida para um indivíduo representativo da população local.

Com a atualização do SOFI 2025, o Brasil volta a ser referência no combate à fome, reforçando o impacto de políticas públicas integradas voltadas à segurança alimentar e nutricional.

De acordo com a nota oficial do Ministério, a melhora nos índices é resultado de medidas que priorizaram a redução da pobreza, geração de emprego e renda, fortalecimento da agricultura familiar e da alimentação escolar, além de políticas públicas de acesso à alimentação saudável.

 

Com informações de Agência Brasil.

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