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Câmara aprova texto-base de projeto que endurece penas contra facções e milícias

O texto também prevê apreensão prévia de bens de investigados sob certas condições, inclusive com possibilidade de perdimento antes do trânsito em julgado do processo penal.

Da Redação
19/11/25 às 10h31
(Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (18), o texto-base do projeto de lei que aumenta penas e amplia mecanismos de combate às organizações criminosas e milícias no país. O substitutivo apresentado pelo relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), modifica diversos pontos do Projeto de Lei 5582/2025, de autoria do Poder Executivo.

O texto foi aprovado com 370 votos favoráveis, 110 contrários e 3 abstenções. Agora, o Plenário analisa os destaques apresentados pelos partidos, que podem alterar trechos específicos da proposta antes de sua conclusão

Entre as principais mudanças, o substitutivo tipifica novas condutas ligadas ao crime organizado, classificando como “domínio social estruturado” a atuação de facções e milícias, com penas que variam de 20 a 40 anos de reclusão. Já quem favorecer esse domínio poderá pegar de 12 a 20 anos de prisão.

O texto também prevê apreensão prévia de bens de investigados sob certas condições, inclusive com possibilidade de perdimento antes do trânsito em julgado do processo penal.

O que muda com o projeto

O texto aprovado estabelece:

  • Penas de 20 a 40 anos para membros de facções, podendo chegar a 66 anos para líderes;
  • Proibição de indulto, anistia, graça e liberdade condicional;
  • Progressão de regime mais rígida, com aumento de até 85% do tempo mínimo;
  • Apreensão antecipada de bens de investigados;
  • Participação do Ministério Público nas forças-tarefa por meio dos GAECOs;
  • Possibilidade de audiências de custódia por videoconferência, salvo decisão contrária;
  • Julgamento de homicídios ligados a facções por colegiado, e não mais pelo tribunal do júri.

Com a conclusão das votações dos destaques, o projeto seguirá para análise no Senado Federal.

Com informações de Agência  Câmara de Notícias e Agência Brasil

 

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