“Quando uma mãe perde um filho, o coração dela vai junto. Ela morre também”. Com esta frase a empresária Adriana Furlar tenta explicar qual é o sentimento causado por esta perda.
Hoje, quase um ano depois, ela encontrou nas mensagens enviadas pelo filho, direto do plano espiritual, a força necessária para continuar vivendo e, mais do que isso, para ajudar outras pessoas que também enfrentam o luto.
Eduardo Furlan tinha 19 anos quando faleceu no dia 28 de setembro do ano passado. Ele pilotava uma motocicleta quando foi atropelado por um ônibus. “Eu não sabia o que fazer quando recebi a notícia, não conseguia aceitar”.
Depois de passar por um período de depressão, auxilio de medicamentos e terapia, ela se lembrou da filha mais nova, de seis anos e pensou: “ela ainda precisa de mim, preciso continuar de alguma forma”.
Apesar de ter familiares que seguem a doutrina espírita, Adriana explica que não era frequentadora assídua de nenhum centro na cidade. Entretanto passou a ir depois da morte do filho em busca de conforto. “Eu comecei a entender o que aconteceu com ele, porque ele veio e partiu tão cedo”.
