O ano de 2022 marca uma data para lá de especial: o centenário da Semana de Arte Moderna, que ocorreu entre 13 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo.
Pegando esse gancho, a equipe pedagógica da Escola Municipal Professora Maria Dauria da Silva Oliveira, localizada na zona rural de Castilho, organizou uma intensa agenda de atividades nas quais os alunos são os protagonistas.
A idealizadora do projeto, diretora Luciene dos Santos, afirma que o objetivo da ação é estimular a criatividade, a autonomia e a capacidade de interpretação dos alunos.
O projeto envolve cerca de 300 estudantes, sendo realizado com todas as turmas da escola, da educação infantil ao ensino fundamental.
Em abril, com data a ser definida, os trabalhos dos estudantes -que estão sendo desenvolvidos desde fevereiro-serão expostos em uma vernissage. O evento será aberto aos pais e comunidade em geral.
O espírito da Semana de 22
De acordo com a professora de Artes, Fernanda Lopes Cerchiari, o projeto aborda o conceito da valorização da identidade e da cultura brasileira. Os estudantes são provocados a exercitar habilidades nas mais variadas artes: pintura, poesia, escultura, música, fotografia, entre outros.
O propósito é mesclar os elementos culturais. “Depois de um tempo em aulas remotas os alunos durante as aulas presenciais na escola, praticaram a arte e transformaram o nosso ambiente em um local mais belo e acolhedor”, contextualizou a pedagoga.
Segundo Fernanda “criar esse tipo de memória na vida das crianças é de suma importância para elevar a autoestima e se divertirem enquanto aprendem”, finalizou.
Na sexta-feira (25/02), os alunos colocaram a mão na massa literalmente, e coloriram os bancos da instituição de ensino. A atividade contou com a colaboração da professora voluntária Lucineide da Silva Santos.
100 anos da Semana de Arte Moderna
O evento foi realizado de 13 a 17 de fevereiro no Teatro Municipal de São Paulo.
Na ocasião, foram desenvolvidas diversas exposições e performances artísticas e representou a ruptura com a cultura conservadora que predominava nas artes brasileiras.
No modernismo, os artistas tinham como proposta uma nova visão de arte, que buscava independência e renovação estética inovadora.
Inspirada nas vanguardas europeias, através da ausência de formalismo, com experimentações plásticas e com temáticas nacionalistas e cotidianas tal vertente teve artistas das mais diversas áreas, dentre eles: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Victor Brecheret e Villa Lobos.
* Luana Silva
