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MPMS investiga cartel em licitações e aponta fraudes de R$ 3 milhões em MS

Operação Trama Oculta cumpriu 28 mandados de busca e apreensão em sete municípios; empresários do setor de confecções são suspeitos de combinar preços e superfaturar contratos públicos.

Da Redação
28/10/26 às 10h04
(Foto: Divulgação/MPMS)

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, nesta quarta-feira (28), a Operação Trama Oculta, para investigar suspeitas de fraudes em licitações públicas envolvendo empresários do ramo de confecções. A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu 28 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de medidas cautelares diversas da prisão em sete municípios do Estado.

As diligências ocorreram em Anastácio, Caarapó, Campo Grande, Dourados, Mundo Novo, Jardim e Sidrolândia. Conforme o MPMS, as investigações identificaram, até o momento, 15 licitações supostamente fraudadas, relacionadas a contratos que somam aproximadamente R$ 3 milhões.

Investigação começou após apreensão de celular

De acordo com o Ministério Público, as apurações começaram a partir da análise de provas extraídas de um aparelho celular apreendido durante a Operação Malebolge, deflagrada anteriormente pelo órgão.

O material revelou indícios de um possível esquema criminoso paralelo envolvendo empresários do setor de confecções. Segundo as investigações, o grupo atuaria de forma semelhante a um cartel, combinando previamente os preços das propostas apresentadas em pregões públicos.

A prática teria como objetivo simular a concorrência entre os participantes e elevar artificialmente os valores das contratações realizadas pelo poder público.

Suspeita de participação de servidores públicos

O MPMS também apura indícios de que, em alguns casos, os empresários teriam recorrido à cooptação de servidores públicos para viabilizar as fraudes e favorecer o superfaturamento dos contratos.

As medidas cumpridas nesta quarta-feira fazem parte do avanço das investigações sobre a suposta articulação entre os envolvidos e a participação de agentes públicos no esquema.

Origem do nome da operação

O nome Trama Oculta faz referência tanto ao ramo de confecções, atividade dos empresários investigados, quanto às articulações que teriam sido realizadas para combinar previamente as propostas apresentadas nas licitações.

Segundo o Ministério Público, os ajustes teriam servido para criar uma falsa aparência de concorrência nos pregões e permitir o superfaturamento das contratações públicas.

As suspeitas seguem sob investigação. Os fatos apresentados pelo MPMS são indícios apurados no curso do procedimento e não representam, por si só, uma condenação dos investigados.

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