Cotidiano

Na saúde e na doença: Zéza teve ideia criativa para cuidar do marido com câncer e não ficar sem grana

A três-lagoense confeccionou tapetes na casa de apoio do Hospital de Amor em Barretos (SP), durante o tratamento da doença dele, que durou meses e a afastou de seu trabalho

Guta Rufino - Hojemais Três Lagoas
13/05/21 às 15h47
Arquivo Pessoal

Maria José da Silva, 47, a Zeza, como é conhecida pelos clientes e feirantes de Três Lagoas, começou a confeccionar tapetes para ocupar o tempo e não ficar sem uma fonte de renda. Ela e o marido Aureo, 57, passavam por um momento delicado em 2017. Ele acabava de receber o diagnóstico de um câncer na laringe e teve que passar uma temporada em Barretos (SP), para cirurgia e tratamento.

Arquivo Pessoal

Durante esse processo Zeza esteve a todo momento ao lado de Aureo. Ela é costureira há mais de 20 anos e não podia trabalhar, já que era impossível levar seu maquinário para a casa de apoio. E foi aí, que segundo ela, brotou uma ideia. "Foi uma luz, um caminho. Eu peguei minha maquina portatil, uma tesoura, retalhos e levei para a casa de apoio e lá eu assistia vídeos de ideias criativas para ganhar dinheiro, foi aí que eu investi nos tapetes", relembrou.

Durante 4 meses de radioterapia depois da cirurgia, Aureo e Zeza pssqvam a noite cortrando os retalhos e ao longo do dia ela costurava. "Eu ocupava meu tempo e estava grantindo o unico dinheiro que estaria entrado do meu trabalho naqueles meses".

Quando chegou em Três Lagoas, Zeza contou sobre a empreitada com uma amiga que pegou todos os tapetes que ela havia costurado e percorreu sítios e fazendas dos distritos de Garcia e Arapuá e vendeu todos.

Pouco tempo depois Zeza já contava com a ajuda de uma auxiliar para a confecção dos tapetes e em seguida começou a participar de feiras de artesanatos até se tornar uma das expositoras da Feira Noturna de Três Lagoas.

Hoje, 4 anos depois da luta contra o câncer que Zeza enfrentou ao lado ao esposo Aureo e o filho Aurinho, 12. Ela tem no tapete uma de suas principais fontes de renda, e continua com as costuras pra fora.

Auro depois da cirurgia recebe auxílio doença. Na época que descobriu a doença ele trabalhava como vigia. Hoje ele ajuda Zeza com as coisas de casa e cortndo retalhos para os tapetes assim como fazia quando tudo começou, na casa de apoio. Na saúde e na doença o casal se uniu e deram força um ao outro para superar o câncer e não ficarem desamparados financeiramente.

Os trabalhos de Zeza estão expostos à venda na Feira Noturna, às quartas. Nas redes sociais da costureira também é possível ver e adquirir os produtos, além de contratar serviços de conserto e costura.

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