Mato Grosso do Sul registrou 17 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras semanas de 2026. Os dados constam no boletim epidemiológico mais recente divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), com informações consolidadas até o dia 24 de janeiro.
No mesmo período, foram contabilizados 166 casos da síndrome em todo o Estado. De acordo com a SES, apenas parte dos óbitos teve o agente causador identificado, enquanto os demais seguem classificados como de origem não especificada no sistema oficial de vigilância em saúde.
A Capital, Campo Grande, concentra o maior número de notificações da doença, seguida por municípios como Dourados e Ponta Porã. Apesar da maior incidência nos grandes centros urbanos, as mortes foram registradas em d iferentes regiões do Estado, incluindo cidades do interior, o que indica a disseminação da SRAG em todo o território sul-mato-grossense.
O perfil das vítimas revela predominância entre idosos , especialmente pessoas com 80 anos ou mais, além de registros significativos em faixas etárias entre 50 e 69 anos. Entre os casos em que foi possível identificar o agente causador, o vírus Influenza A (H3N2) aparece como o mais frequente.
Outros agentes respiratórios também foram detectados, como rinovírus, metapneumovírus e Covid-19, reforçando o alerta das autoridades de saúde para a circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios neste início de ano.
A Secretaria de Estado de Saúde reforça a importância da vacinação, da busca por atendimento médico aos primeiros sintomas e da adoção de medidas preventivas, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como idosos e pessoas com comorbidades.
Com informações de Capital News.
