O Brasil dá um passo significativo no combate à pandemia de Covid-19 com a vacina nacional avançando para a etapa final de testes. Essa fase crucial visa comprovar a eficácia e a segurança do imunizante desenvolvido por pesquisadores brasileiros.
A expectativa é de que a conclusão positiva dos estudos possa trazer uma alternativa viável e acessível para o combate à Covid-19, contribuindo para a independência nacional em relação à produção de vacinas.
O projeto da vacina conta com o apoio do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que têm acompanhado de perto o desenvolvimento dos testes. Durante essa última fase, milhares de voluntários estarão envolvidos para garantir estatísticas robustas e confiáveis, essenciais para a obtenção da autorização de uso emergencial ou definitivo no país.
As autoridades de saúde ressaltam que o avanço na pesquisa é um marco importante para a ciência do Brasil e para sua autonomia na produção de vacinas. Além disso, apontam para o potencial impacto positivo na saúde pública, garantindo mais um recurso para controlar a disseminação do vírus e suas variantes.
Testes clínicos
Ao todo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) investiu R$ 140 milhões no desenvolvimento da vacina, por meio da RedeVírus, apoiando todas as etapas de testes, desde os ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3. A fase 1 do estudo contou com 36 voluntários, de 18 a 54 anos, e teve como objetivo avaliar a segurança do imunizante em diferentes dosagens. Já a fase 2 contou com 320 voluntários.
Agora, os pesquisadores aguardam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fase 3, com estimativa de 5,3 mil voluntários de todas as regiões do Brasil.
Com informações adicionais (Anvisa)*
