Mato Grosso do Sul encerrou a 2ª safra de milho 2025/2026 com o maior volume de produção e a maior produtividade média da história do Estado, segundo dados da edição nº 684 do Boletim Casa Rural, divulgado pela Aprosoja/MS em parceria com o Sistema Famasul. No município de Três Lagoas, o ciclo fechou com uma produção total de 3.751,53 toneladas e produtividade média de 110,08 sacas por hectare (sc/ha).
A área destinada ao cultivo do milho em Três Lagoas somou 568 hectares nesta temporada, contando com área irrigada por pivô central. O rendimento médio do município posicionou a cidade no 25º lugar entre os 75 municípios produtores mapeados pelo projeto SIGA-MS. O resultado local ficou ligeiramente abaixo da média estadual e da média registrada na Região Norte do Estado, que liderou os rendimentos médios regionais impulsionada por municípios como Alcinópolis, São Gabriel do Oeste e a vizinha Brasilândia.
Em âmbito estadual, a colheita alcançou a marca recorde de 16.233.110 toneladas — volume 16,5% superior ao registrado na safra 2024/2025. A produtividade média ponderada no Estado fechou em 115,21 sacas por hectare, superando a estimativa inicial de 84,2 sc/ha traçada no início do ciclo. Ao todo, Mato Grosso do Sul cultivou 2,348 milhões de hectares com o grão, área 9,6% maior que a do período anterior.
O desempenho da safra foi impulsionado pelo retorno das chuvas regulares entre os meses de fevereiro e abril, que sustentaram o potencial produtivo das lavouras após um janeiro seco. Durante a fase do desenvolvimento vegetativo, o relatório técnico apontou aumento na incidência da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), que exigiu uma média de quatro aplicações defensivas por propriedade para controle populacional.
Com o encerramento dos trabalhos de campo em outubro, a Aprosoja/MS destaca que o resultado histórico consolida a eficiência tecnológica das propriedades sul-mato-grossenses, mas reforça a importância da gestão de custos e da logística de escoamento diante do grande volume colhido.
